
Goleiro vibra no campo: espírito de equipe para a nova aliança política (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), oficializou nesta quarta-feira (05) a escolha do ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante) como seu vice na disputa eleitoral. O anúncio foi feito por meio de carta aberta à nação, assinada pelo escritor e psiquiatra que estreia como candidato no pleito deste ano.
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Em seu comunicado, Cury ressaltou o histórico de Delgado, que exerceu seis mandatos na Câmara dos Deputados por Minas Gerais. “É um parlamentar exemplar, de reputação ilibada, sempre atuante na defesa da ética pública e no combate à corrupção”, escreveu o candidato. Para Cury, a experiência e o prestígio do mineiro reforçam a coalizão em torno de sua plataforma política.
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O presidenciável informou que entregará a Delgado a missão de liderar as negociações de três reformas estruturais. A primeira propõe a transição do atual presidencialismo para um sistema semipresidencialista. Na visão de Cury, “exceto pelos Estados Unidos, quase nenhuma democracia se desenvolveu com a concentração de poderes em um único presidente, como ocorre no Brasil”.
No regime semipresidencialista sugerido, o chefe de governo seria um primeiro-ministro escolhido pela maioria dos parlamentares, ficando responsável pela administração diária. Já o presidente manteria atribuições estratégicas na política interna e externa, além do comando das Forças Armadas. “Se o primeiro-ministro agir de forma corrupta ou ineficiente, o Congresso poderá destituí-lo sem causar traumas nacionais”, argumentou Cury.
A segunda proposta de reforma trata do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto estabelece mandato de oito anos para os ministros, idade mínima de 50 anos e proibição de filiação partidária nos cinco anos anteriores à indicação. A Corte passaria a ter nove membros, sendo seis magistrados de carreira, dois representantes do Ministério Público e um advogado, com reserva de um terço das vagas para mulheres.
A terceira medida prevê a criação de um “superministro” das Relações Exteriores, transformando a pasta em uma Secretaria de Estado no formato norte-americano. Esse novo agente teria competência para reestruturar embaixadas e atuar como mediador em conflitos internacionais, com a meta de posicionar o Brasil como “supermercado do mundo” de produtos de alto valor agregado, em vez de exportador de matérias-primas in natura.
Cury afirmou que obteve o aval do presidente do partido, Luís Tibé, para firmar um “pacto nacional” em torno de seu programa de governo. “Bem-vindos à Era de Ouro da gestão pública, à Era de Ouro da harmonia entre os Três Poderes e à Era de Ouro do Brasil no tabuleiro das nações. O Brasil nunca mais será o mesmo”, finalizou o candidato. A candidatura de Augusto Cury foi homologada em 3 de agosto, durante a convenção do Avante na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).






