Argentina classifica EUA como principal parceiro estratégico e aprova reforma do Banco Central

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Argentina reforça laços com EUA e aprova reforma do Banco Central (Foto: Instagram)

Nesta quinta-feira (27), a Argentina reforçou sua estratégia de alinhamento com os Estados Unidos ao designar o país como seu “principal parceiro estratégico estrangeiro”. No mesmo dia, o governo de Javier Milei alcançou um avanço significativo no Congresso ao aprovar a reforma da Carta Orgânica do Banco Central (BCRA), considerada fundamental para o plano de desinflação da nova gestão.

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Em publicação na rede social X, o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, informou ter se encontrado com o Representante Comercial Adjunto dos EUA, Jeffrey Goettman. Quirno ressaltou que Washington é o maior investidor estrangeiro na Argentina, com aporte de mais de US$ 35,3 bilhões em investimento direto. Segundo o chanceler, entre janeiro e julho de 2026, as exportações argentinas para os EUA somaram quase US$ 6 bilhões, refletindo um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025.

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Quirno também enfatizou que, em fevereiro, Buenos Aires e Washington firmaram o Acordo sobre Comércio e Investimentos Recíprocos (ARTI), que serve como base para fortificar a cooperação bilateral. No âmbito do acordo, a Argentina conseguiu expandir de 20 mil para 100 mil toneladas o acesso preferencial de carne bovina ao mercado americano. O chanceler acrescentou que o superávit comercial bilateral projetado para 2026 alcançaria US$ 2 bilhões.

No plano interno, a Câmara dos Deputados concedeu “meia sanção” à proposta de reforma da Carta Orgânica do BCRA, com 144 votos a favor, 102 contra e nove abstenções, conforme o jornal Perfil. O texto redefine o mandato do Banco Central, limita os mecanismos de financiamento ao setor público e impõe restrições à transferência de resultados para o Tesouro Nacional. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Em mensagem na X, o presidente Javier Milei agradeceu aos parlamentares e qualificou a aprovação como “um passo fundamental” para erradicar a inflação. O ministro da Economia, Luis Caputo, saudou os deputados favoráveis como “heróis” por apoiar a medida. O Executivo busca, com isso, consolidar um ambiente de política monetária mais rígido, garantindo maior independência ao Banco Central na condução de políticas de estabilização.