
Quadrilha utiliza fraudes em portarias para invadir condomínios de luxo (Foto: Instagram)
Uma quadrilha itinerante aproveitou falhas nos procedimentos de controle de acesso para furtar apartamentos de alto padrão em várias regiões do país. Os criminosos manipulavam registros de moradores, burlavam sistemas de reconhecimento facial e transitavam pelos condomínios como se tivessem autorização legítima para entrar na portaria principal.
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Em vez de arrombar portas ou surpreender porteiros, o grupo abriu caminho pela entrada principal, conquistando acesso a edifícios em oito estados. Sem vestígios de arrombamentos ou invasões noturnas, os integrantes exploravam brechas nos cadastros eletrônicos para renovar autorizações de forma fraudulenta.
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De acordo com reportagem do Fantástico, a quadrilha reunia dados detalhados sobre as vítimas, investigava pontos frágeis em cada condomínio e alterava registros em sistemas de portaria. Esse processo permitia acesso livre por áreas monitoradas por câmeras e leitores biométricos, inclusive equipamentos de reconhecimento facial.
Dentro dos edifícios, os criminosos buscavam unidades desabitadas por curtos períodos e retiravam objetos que pudessem ser transportados sem chamar atenção, como eletrônicos e joias. Dessa forma, as ações passavam despercebidas até que as vítimas retornassem e percebessem o roubo.
Em um dos episódios, moradores foram surpreendidos ao perder acesso ao aplicativo usado para liberar visitantes. A polícia apurou que integrantes do grupo contataram a empresa responsável pelo sistema e solicitaram mudança de dados cadastrais, alegando ser novos condôminos.
Após a confirmação, uma suspeita registrou o próprio rosto no software, mas vinculou a imagem ao CPF de outra pessoa. Com a fraude, o sistema de reconhecimento facial passou a aceitá-la como moradora, liberando sua entrada sem acionar alertas.
O método, repetido em diferentes cidades, mostrou que a ausência de sinais de arrombamento dificulta a detecção imediata do crime. Em muitos casos, os invasores entravam e saíam pelos acessos reservados a residentes, cruzando áreas vigiadas sem levantar suspeitas.
Atualmente, as investigações buscam identificar todos os envolvidos, contabilizar os imóveis invadidos e estimar o prejuízo total das vítimas. O caso reforça a necessidade de validações presenciais para cadastros e alterações de acesso, mesmo em condomínios equipados com tecnologia de ponta.






