Influenciador de extrema direita Milo Yiannopoulos é detido pelo ICE nos Estados Unidos

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Influenciador britânico detido pelo ICE em aeroporto da Louisiana (Foto: Instagram)

O britânico Milo Yiannopoulos, conhecido por suas posições radicais de direita, foi detido nesta sexta-feira (28) pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE). Fontes americanas afirmam que ele integra a equipe do rapper Kanye West e que aguardava embarque quando foi abordado pelas autoridades migratórias.

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Segundo o TMZ e o New York Post, a prisão ocorreu em um aeroporto da Louisiana. Ainda não se sabem todos os detalhes sobre os motivos que levaram à detenção, mas a agência americana confirmou o caso à imprensa. West, por sua vez, tem show previsto na mesma noite em Nova Orleans.

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Identificado como “provocador” por seu histórico de debates inflamatórios, Yiannopoulos já foi editor do site de teorias da conspiração Breitbart News. Ele coleciona declarações polêmicas, incluindo críticas ao Islamismo, ao feminismo, e defendeu em entrevistas que relações sexuais consensuais entre homens adultos e adolescentes de 13 anos seriam possíveis. Em outra ocasião, sugeriu que jornalistas deveriam ser alvejados.

No período que antecedeu as eleições americanas de 2024, Yiannopoulos assumiu o cargo de diretor de operações políticas na campanha presidencial de Kanye West. Apesar de pouco estruturada e com propostas governamentais confusas, a colaboração se estendeu de 2022 a 2024. Em 2026, ele voltou a atuar junto ao rapper como porta-voz e assessor jurídico, conforme noticiado por veículos dos EUA.

Com 41 anos, o influenciador também trabalhou como estagiário não remunerado para a congressista Marjorie Taylor Greene em 2022. Ainda nesse contexto, manteve colaboração com o supremacista branco Nick Fuentes, figura de destaque na cena radical americana.

Marjorie Taylor Greene, antes vista como apoiadora fiel do ex-presidente Donald Trump, abandonou o cargo no Congresso após a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein. O rompimento levou Trump a chamá-la de traidora, marcando um distanciamento público entre os dois.