
Brasileira morre heroicamente ao salvar menina de 9 anos no Rio Delaware (Foto: Instagram)
Priscila Alvares Pereira dos Santos, de 33 anos, perdeu a vida após entrar no Rio Delaware, em Nova Jersey, para salvar uma menina de 9 anos que se afogava. Conforme testemunhas e autoridades, ela conseguiu conduzir a criança até a margem antes de desaparecer sob a água. O corpo da brasileira foi localizado na manhã de terça-feira (25), próximo a uma faixa de areia do rio, encerrando uma operação de buscas que durou toda a noite anterior.
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O registro oficial de desaparecimento ocorreu na tarde de segunda-feira (24), o que levou mais de dez equipes de emergência e forças de segurança a se mobilizarem nas imediações do parque onde o incidente aconteceu. As buscas foram paralisadas durante a noite por questões de segurança e retomadas por volta das 6h30 do dia seguinte. Por volta das 8h15, drones e mergulhadores localizaram o corpo de Priscila, que, de acordo com o relatório policial, não apresenta sinais de violência ou indícios de crime.
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De acordo com o Departamento de Polícia de Delran, Priscila estava em um parque às margens do Rio Delaware quando percebeu que a menina se debatia na água. Sem hesitar, ela entrou no rio, empurrou a criança em direção à margem e garantiu que outros frequentadores retirassem a garota do local. No entanto, Priscila acabou submersa e não conseguiu voltar à superfície. O chefe da polícia local, Matthew Gasper, definiu sua ação como heroica, termo também utilizado pelo marido da vítima.
Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, Priscila residia nos Estados Unidos havia cerca de cinco anos e trabalhava com limpeza de casas. Moradora de Nova Jersey, ela vivia com o marido e os dois filhos, de 3 e 9 anos. Segundo familiares, o filho mais novo é autista não verbal, e Priscila desempenhava papel central nos cuidados diários da criança, além de zelar pelo bem-estar de toda a família.
Logo após a confirmação de sua morte, parentes criaram uma campanha de arrecadação de fundos para auxiliar o marido e os filhos de Priscila. O objetivo é custear despesas com funeral, aluguel, alimentação e suporte às crianças, já que o pai ficou impossibilitado de trabalhar após a tragédia. A iniciativa, autorizada pela família, também prevê recursos para acompanhamento especializado do filho autista, garantindo continuidade no tratamento e apoio psicológico.






