Diarista vira ré por morte de casal de idosos em Belo Horizonte

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Suspeita de latrocínio em luxo condomínio de BH e o casal de idosos vítimas (Foto: Instagram)

A Justiça de Minas Gerais acolheu a denúncia do Ministério Público contra Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como principal suspeita de assassinar um casal de idosos em um apartamento de luxo em Belo Horizonte. A decisão, proferida na última sexta-feira (29), torna a diarista ré por dois crimes de latrocínio — que combinam roubo e morte — além de furto mediante fraude e fraude processual. De acordo com o Ministério Público, os corpos dos idosos, identificados como João e Maria, foram encontrados em junho, provocando comoção entre os moradores do condomínio. O caso gerou também debates sobre a segurança de residências de alto padrão.

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Segundo informações do portal G1, a denúncia inclui dois latrocínios cometidos contra o casal, crimes que envolvem subtração de bens seguida de morte. A investigação teve início logo após o encontro dos corpos, no início de junho, e apura ainda a participação de Paola em furto mediante fraude, quando ela teria se valido de documentos falsos para obter acesso a valores das vítimas, além de fraude processual ao tentar alterar vestígios da cena do crime. A defesa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

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Os autos apontam que Paola teria explorado a confiança depositada pela família ao ser contratada para prestar serviços de limpeza no apartamento, o que lhe teria proporcionado acesso à rotina de João e Maria. Com base em depoimentos de vizinhos e registros de câmeras de segurança do edifício, promotores sustentam que a acusada monitorou horários e locais onde os idosos estariam mais vulneráveis. A repercussão do crime levou moradores locais a organizar grupos de vigilância e a cobrar reforço de segurança pública. Nas redes sociais, internautas manifestaram indignação e pediram celeridade na apuração dos fatos, pressionando autoridades.

Caso seja condenada, Paola pode receber uma pena elevada, levando em conta a soma das acusações. O Ministério Público afirma ter reunido um dossiê robusto, com laudos periciais, gravações de áudio e testemunhos. Especialistas em direito penal avaliam que o processo se estenderá por meses, dada a complexidade das provas e os recursos que a defesa poderá apresentar. Até o momento, não há previsão de data para o início do júri popular, mas o acompanhamento midiático do caso já se mostra intenso.

O episódio reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção de idosos, especialmente em áreas urbanas de grande movimento. Advogados ressaltam a urgência de medidas que garantam monitoramento e assistência a pessoas na terceira idade, diminuindo riscos de exploração. Entidades de defesa dos direitos do idoso também promoveram manifestações e emitiram notas oficiais cobrando agilidade nas investigações e maior investimento em programas de prevenção. A eventual condenação de Paola pode servir de precedente para processos futuros, incentivando autoridades a reforçarem protocolos de segurança e investigação em crimes semelhantes.