
Presidente do Fed de Cleveland defende aperto monetário em Jackson Hole (Foto: Instagram)
Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, afirmou nesta quinta-feira, 26, que a política monetária dos Estados Unidos deverá adotar medidas mais duras para conter a inflação em níveis aceitáveis. Em entrevista à Fox News, à margem do Simpósio de Jackson Hole, a dirigente ressaltou a importância de uma atuação firme do banco central no controle dos preços. O Federal Reserve, responsável por conduzir a política monetária com o objetivo de alcançar estabilidade de preços e pleno emprego, enfrenta o desafio de frear o aumento persistente da inflação nos últimos trimestres.
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“É hora de agir; precisamos de medidas mais restritivas nas políticas”, enfatizou Hammack ao comentar a necessidade de elevar o patamar dos juros e reduzir a liquidez na economia. A fala ocorreu durante um dos painéis do encontro anual em Wyoming, promovido pelo Fed de Kansas City, que reúne banqueiros centrais, economistas e líderes do mercado global. Para a presidente de Cleveland, decisões assertivas são essenciais para impedir que a inflação se alastre e cause impactos mais severos ao consumidor e às empresas.
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A dirigente prevê um avanço lento na contenção da inflação, estimando que o índice encerre o ano em torno de 3%, ainda acima da meta oficial de 2% estabelecida pelo Federal Reserve. Em cenário otimista, Hammack considera que, até 2027, a taxa possa se aproximar de 2,5%, mas ressalta que esse patamar continuaria um pouco superior ao alvo de médio prazo. Segundo ela, esse ritmo de queda demanda paciência e disciplina na hora de calibrar os juros, evitando tanto a pressa quanto a acomodação.
Em relação ao mercado de trabalho, Beth Hammack afirmou que, de modo geral, ele se encontra em equilíbrio. Ela observou que a demanda por mão de obra se mantém consistente e que a oferta tem se ajustado, mantendo o desemprego em patamares próximos às estimativas consideradas sustentáveis. Apesar desse balanço, Hammack destacou que o comportamento dos salários e o volume de vagas ativas permanecem no radar dos formuladores de política.
Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), Hammack posicionou-se entre as dissidentes ao votar a favor de um aumento de 25 pontos-base na taxa básica de juros. Seu voto refletiu preocupação com a pressão inflacionária persistente e sinalizou apoio a uma postura mais firme na gestão da política monetária.
O posicionamento da dirigente de Cleveland ilustra o debate interno no Federal Reserve sobre a velocidade e a intensidade das próximas elevações de juros. Enquanto alguns membros defendem um ritmo mais gradual para observar melhor os efeitos das medidas já implementadas, líderes como Beth Hammack pregam maior urgência para garantir o retorno da inflação ao alvo estabelecido.






