
Alison dos Santos faz história em Zurique ao quebrar o recorde mundial dos 400 m com barreiras, ao lado de João Carlos de Oliveira celebrando o salto triplo em 1968. (Foto: Instagram)
Alison dos Santos encerrou um jejum de 28 anos no atletismo brasileiro ao estabelecer o novo recorde mundial dos 400 m com barreiras na etapa de Zurique da Diamond League. O brasileiro completou a prova em 45s80, melhorando em cerca de 14 milésimos a marca de 45s94 que pertencia ao norueguês Karsten Warholm desde 2021. Com esse feito, o País volta a ter um recordista global na modalidade, algo que não acontecia desde que Ronaldo da Costa venceu a Maratona de Berlim em 1998, com o tempo de 2h06min05.
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No histórico de marcas mundiais, o Brasil agora soma cinco atletas recordistas. Adhemar Ferreira da Silva foi o pioneiro, dominando o salto triplo entre 1950 e 1955 com sucessivas quebras de recorde. Em 1968, Nelson Prudêncio superou a melhor marca vigente durante os Jogos Olímpicos do México, também no salto triplo. Sete anos depois, em 1975, João Carlos de Oliveira – o “João do Pulo” – elevou ainda mais o padrão da prova. Em 1986, Esmeralda Garcia tornou-se a primeira e única mulher brasileira a ostentar um recorde mundial no salto triplo, ao registrar 13,68 m. O ciclo foi interrompido até Ronaldo da Costa, em 1998.
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A ascensão de Alison no cenário internacional começou em 2019, quando garantiu o ouro nos 400 m com barreiras nos Jogos Pan-Americanos de Lima. Dois anos depois, em Tóquio 2021, voltou a subir ao pódio ao conquistar a medalha de bronze na mesma prova, demonstrando consistência e talento em competições de alto nível.
Em 2022, Piu alcançou o ápice de sua carreira ao conquistar o ouro no Mundial de Atletismo em Eugene, no Oregon (EUA), nos 400 m com barreiras. Ainda naquele ano, sagrou-se número um do mundo ao faturar o título geral da Diamond League, confirmando sua superioridade na prova.
A série de conquistas continuou em 2023, com Alison dos Santos conquistando novamente o ouro nos 400 m com barreiras nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, voltou a levar o bronze na mesma distância e, logo depois, garantiu o título geral da Diamond League em Bruxelas pela segunda vez.
No Campeonato Mundial de Atletismo de 2025, em Tóquio, o brasileiro conquistou a medalha de prata nos 400 m com barreiras. Ainda em 2025, elevou seu currículo ao vencer duas provas no Troféu Brasil de Atletismo em São Paulo, com ouro nos 400 m rasos e nos 400 m com barreiras. Em 2026, na etapa de Zurique da Diamond League, confirmou seu momento de forma ao vencer novamente a prova em 45s80, estabelecendo o novo recorde mundial.






