Lula reforça defesa de Jaques Wagner e destaca presunção de inocência até prova em contrário

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Lula defende Wagner e a presunção de inocência durante sabatina (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (27) durante sabatina da TV Globo, ao comentar as investigações que envolvem o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. Lula afirmou que ainda não há comprovação de qualquer vínculo ilícito entre Wagner e o proprietário do Banco Master, lembrando que “pessoas são inocentes até que se prove o contrário”.

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O presidente criticou a prática de fazer política a partir de especulações diárias e reforçou que existe um processo formal de apuração conduzido pela Polícia Federal. “Não posso admitir e aceitar é fazer política vivendo de ilações todo santo dia. Você tem um processo, tem uma apuração e tem uma investigação”, afirmou Lula, ressaltando que a Justiça deve seguir seu curso sem pré-julgamentos.

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Ao tratar de Jaques Wagner, amigo pessoal há 45 anos desde os tempos de sindicalismo, o presidente assegurou não ter dúvidas sobre a conduta do aliado. Segundo Lula, a relação de longa data e o histórico de honestidade de Wagner o levam a defendê-lo durante todo o andamento das investigações, sem colocar em xeque sua integridade.

Lula destacou ainda que, caso sejam encontradas provas de eventual desvio de conduta por parte do senador, este pagará as consequências da mesma forma que qualquer cidadão. “Eu tenho consciência de que o Wagner é honesto. Se ele cometeu um desvio, vai acontecer com ele o que vai acontecer com qualquer pessoa: vai pagar o preço do erro que cometeu”, declarou o presidente.

Em junho, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão nas residências e escritórios ligados a Jaques Wagner. Os investigadores suspeitam que o senador tenha beneficiado Vorcaro em votações no Senado, em troca de vantagens financeiras, e levantam provas para confirmar ou descartar essas hipóteses.

De acordo com o inquérito, Wagner teria recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa vinculada a um de seus familiares. O parlamentar nega qualquer irregularidade e diz estar colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos.

Até o momento, o caso segue em fase de coleta de provas e depoimentos. O Planalto acompanha de perto as diligências, enquanto Lula reforça a importância de respeitar a presunção de inocência e permitir que o sistema judicial conclua suas apurações antes de qualquer julgamento definitivo.