Moedas Globais: dólar avança após dados dos EUA antes da fala de Warsh em Jackson Hole

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Operador conta notas de dólar em mesa, ilustrando a valorização da moeda americana (Foto: Instagram)

Na quarta-feira (26), o dólar iniciou o dia em alta diante das principais moedas globais, sustentado por indicadores norte-americanos que mostraram tanto a inflação quanto a renda dos consumidores acima das expectativas do mercado. Esses dados chegam pouco antes do Simpósio de Jackson Hole, marcado para esta semana, em que a atenção estará totalmente voltada para o discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve.

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Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o dólar alcançou 159,36 ienes, enquanto o euro recuou para US$ 1,1651 e a libra esterlina caiu a US$ 1,3592. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis das moedas mais negociadas do mundo, subiu 0,25%, chegando a 99,165 pontos, reforçando o movimento de valorização da moeda americana.

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O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos ficou ligeiramente acima do esperado pelos analistas. Essa métrica é considerada a medida preferida pelo Fed para avaliar a inflação. O resultado impulsionou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e fortaleceu o dólar, mas não foi suficiente para alterar as apostas ainda divididas sobre o rumo da taxa de juros na próxima reunião de outubro.

No Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, reclamou das sanções norte-americanas e denunciou o que chamou de “terrorismo econômico” praticado pelos EUA. Em discurso, ele exigiu que as Nações Unidas cumpram sua responsabilidade “legal e moral” para coibir essas medidas que, segundo ele, afetam duramente a economia iraniana.

O dólar também teve ganhos ante o dólar canadense em meio ao recrudescimento da guerra comercial entre os Estados Unidos e o Canadá. Ottawa anunciou tarifas compensatórias de US$ 20 bilhões sobre produtos americanos, o que enfraqueceu o dólar canadense. No entanto, o estrategista de câmbio do ING, Francesco Pesole, afirma que as perdas permanecem contidas, sinalizando que os mercados esperam negociações adicionais para evitar uma escalada maior do conflito comercial.

Após o dólar/peso mexicano fechar recentemente abaixo de 17 pesos pela primeira vez desde maio de 2024, o Rabobank revisou sua projeção, apontando para um possível recuo da cotação do dólar até 16,5 pesos. O banco destacou que a queda nos preços do petróleo bruto enfraqueceu a correlação tradicional entre o USD/MXN e os ativos ligados ao petróleo, influenciando o comportamento do par cambial.