O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu após passar 11 anos em estado vegetativo em decorrência de uma lesão cerebral sofrida durante uma luta profissional. Aos 23 anos, o atleta enfrentou o norte-americano Terrel Williams em 2015 e recebeu golpes na parte de trás da cabeça, região proibida no boxe.
Durante o combate, Colón passou a apresentar tontura e náusea depois de ser atingido e a luta precisou ser interrompida. Ele sofreu um hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio, e precisou ser submetido a uma cirurgia para aliviar a pressão na região.
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Após o procedimento, o atleta permaneceu em coma durante 221 dias. Quando despertou, continuou em estado vegetativo e passou a depender dos pais para realizar as atividades do cotidiano. Os danos neurológicos provocados pela lesão não foram revertidos.
O anúncio da morte foi feito pelo pai de Prichard nas redes sociais. “Bom dia a todos. Lamento informar o falecimento do meu filho Prichard. Ele agora está em um lugar melhor. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Na medida do possível, por favor, continuem nos incluindo em suas orações”, escreveu.
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Na época do combate, Colón tinha dois anos de carreira profissional e era considerado um nome promissor do boxe. Ao longo da trajetória, acumulou 23 vitórias, sendo 13 por nocaute.
Os golpes aplicados na parte posterior da cabeça são considerados ilegais na modalidade. Mesmo assim, Terrel Williams não recebeu uma suspensão prolongada ou outra punição esportiva pelo episódio.
O caso ganhou repercussão e levou o pai de Colón a cobrar providências das autoridades responsáveis pelo boxe. A lesão sofrida durante a luta, porém, deixou consequências permanentes para o atleta, que viveu os anos seguintes sob os cuidados dos pais.














