Pezeshkian defende memorando com EUA como melhor saída para impasse da guerra

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Protesto em apoio ao memorando de entendimento entre Irã e EUA (Foto: Instagram)

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu o memorando de entendimento com os Estados Unidos como a melhor solução para romper o impasse criado pela guerra. Em discurso divulgado pela agência estatal Irna neste domingo (23), ele afirmou que o acordo reflete interesses do país sem comprometer sua dignidade.

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De acordo com Pezeshkian, integrantes do Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã consideraram o memorando o melhor pacto possível, embasado na “dignidade, sabedoria e interesse nacional”. Ele ressaltou que “não há cláusula que constitua capitulação” e sublinhou que seguirão as diretrizes definidas pelo líder supremo.

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Conhecido como Memorando de Entendimento — assinado em junho pelo presidente Donald Trump —, o acordo previa um prazo de 60 dias para encerrar as hostilidades e tratar do programa nuclear iraniano. Esse prazo expirou na semana passada, mas as partes seguem distantes, sem avanços quanto à reabertura do Estreito de Hormuz, crucial ao comércio marítimo global.

Pezeshkian enfatizou que Teerã não planeja ceder diante dos adversários, mas vinculou o memorando às perspectivas econômicas do país. Segundo ele, o Irã enfrenta dificuldade para atrair investimentos enquanto permanecer em um quadro de incerteza, já que “capital e dinheiro são extremamente sensíveis ao risco”, tornando-se essencial removê-lo.

Quase seis meses após o começo do conflito com os Estados Unidos e Israel, a economia iraniana sofre severamente com sanções e bloqueio naval. A combinação de restrições financeiras e dificuldades logísticas afeta a moeda local e freia setores estratégicos, aprofundando a estagnação.

Em contrapartida, o recém-nomeado chefe linha-dura do Conselho Superior de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, emitiu um alerta aos vizinhos do Irã: quem aderir ao esforço americano para agravar a guerra econômica sofrerá retaliação devastadora. A declaração, feita em entrevista à emissora estatal no sábado (22), sinaliza endurecimento na postura de Teerã.

Rezaei afirmou que, caso países vizinhos participem da iniciativa dos EUA, o Irã atacará rotas alternativas de transporte de petróleo no Golfo Pérsico, buscando pressionar quem contribuir para o isolamento econômico. Sua entrevista à IRIB foi a fala pública mais extensa desde sua nomeação, vista como indicativo de postura mais agressiva.

Na semana passada, o presidente Trump anunciou que elevará o nível de sanções contra o Irã a um patamar “sem precedentes” e ampliará o isolamento econômico. O país já convive há anos com medidas restritivas, mas essa nova promessa intensifica o clima de tensão na região e agrava os desafios de Teerã.