Patrocínio polêmico leva presidente do Corinthians a considerar deixar o cargo

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Presidente do Corinthians pode renunciar após polêmica com patrocínio adulto (Foto: Instagram)

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, avalia a possibilidade de renunciar ao cargo em meio à repercussão negativa de um contrato de patrocínio com uma plataforma de conteúdo adulto. Segundo o colunista James Akel, do iG, a parceria gerou forte resistência junto a membros do Conselho Deliberativo e detonou questionamentos sobre a adequação do clube ao firmar esse tipo de acordo. A pressão cresce e o dirigente considera o futuro de sua gestão.

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O acordo, que envolveria serviços de acompanhantes anunciando na plataforma, provocou mal-estar nos bastidores do clube. De acordo com Akel, esposas de conselheiros estão mobilizadas para reavaliar o patrocínio e inclusive defendem mudanças na diretoria. Para esse grupo, a associação com o perfil dos anunciantes colide com a imagem familiar que o Corinthians tenta manter junto à torcida e aos patrocinadores tradicionais.

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Além do desconforto moral, o valor financeiro também foi alvo de críticas. Fontes indicam que o montante acordado seria considerado baixo diante das necessidades do clube. Questiona-se se o benefício econômico justifica o desgaste político e a repercussão negativa, já que o Corinthians acumula dívidas próximas de R$ 3 bilhões. Para os opositores, a operação não compensa o impacto na reputação da instituição.

Conforme as informações divulgadas, a polêmica chegou à alta cúpula do clube e teria levado Stabile a estudar uma eventual rescisão do contrato antes de qualquer decisão definitiva sobre seu mandato. Analisando custos e ganhos, o presidente consideraria encerrar o patrocínio como forma de reduzir o clima de instabilidade política e amenizar as críticas internas que se avolumam após a revelação da parceria.

O episódio reacendeu disputas históricas entre grupos políticos dentro do Corinthians. A publicação de Akel recorda que, recentemente, uma conselheira tentou viabilizar um acordo milionário com uma empresa do Oriente Médio para ajudar a sanear as finanças do clube, mas o projeto não foi adiante devido a conflitos internos e oposição a sua figura, que planejava concorrer à presidência da agremiação.

Na análise de James Akel, o momento faz lembrar a gestão de Vicente Matheus, ex-presidente que, em períodos de grave crise financeira, assumiu pessoalmente as dívidas do clube, na ordem de 7 milhões de cruzeiros. A comparação serve para criticar a atual postura dos dirigentes diante do endividamento. Até o momento, a possível renúncia de Osmar Stabile não foi oficialmente confirmada, e os próximos movimentos ainda dependem de como se desenrolarão as tratativas do patrocínio.