Lula afirma tratar com ‘muita seriedade’ caso de Lulinha e pede investigação

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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em audiência de investigação no STF (Foto: Instagram)

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, comentou neste domingo (23) as investigações que envolvem seu primogênito, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Em entrevista ao canal Record, Lula afirmou que encara o caso com “muita seriedade” e defendeu que todas as apurações sigam seu curso normal, sem interferência do Executivo.
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A participação do presidente na Record ocorreu no mesmo horário em que a Band, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, promovia o debate presidencial. Lula disse ter optado por não comparecer ao encontro com adversários e aproveitou para criticar o convite a Romeu Zema (Novo) — que também anunciou ausência — e Renan Santos (Missão), reforçando seu direito de escolha na agenda de campanha.
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Durante a conversa, o mandatário negou qualquer tentativa de obstruir as investigações sobre Lulinha. “Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. Meu filho sabe: se cometeu erro, será julgado, punido ou inocentado. Mas ele terá de provar sua inocência”, declarou Lula, enfatizando que o processo judicial deve prevalecer sem influência política.

Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações, conduzidas pela Polícia Federal, investigam possíveis casos de tráfico de influência envolvendo negócios de aliados do governo federal. Os investigadores apuram se houve uso indevido de prestígio do filho do presidente para facilitar contratos e acordos com empresas relacionadas a parceiros da administração.

Entre as áreas sob escrutínio estão o Ministério da Saúde, com suspeitas de favorecimento em contratações; a Dataprev, que gerencia dados sociais; e outras estruturas do Poder Executivo. As autoridades examinam documentos, depoimentos e movimentações financeiras que possam comprovar eventual vantagem indevida obtida por meio de influência política.

Ao concluir a entrevista, Lula reafirmou seu compromisso com a transparência e a independência dos órgãos de investigação. Segundo ele, manter a separação entre o Executivo e as apurações é fundamental para assegurar a credibilidade das instituições brasileiras e garantir que, em casos de irregularidades, todos os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.