
Pai é preso suspeito de agredir o filho de 3 meses em Olaria, Zona Norte do Rio (Foto: Instagram)
Um homem, suspeito de agredir o próprio filho de apenas três meses, foi detido na manhã deste sábado (22) em Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A criança permanece internada em estado gravíssimo, apresentando lesões cerebrais, fraturas múltiplas, hemorragia e edema. Conforme o relatório da Polícia Civil, o bebê sofreu episódios de parada cardíaca e convulsões, aumentando o risco de evolução para morte cerebral. Autoridades policiais apontam que sinais clínicos observaram padrão compatível com agressões intencionais, motivando a prisão preventiva do suspeito.
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A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) após troca de informações entre médicos e investigadores. Segundo o inquérito, o bebê foi atendido em hospital anteriormente, onde recebeu alta após tratamento inicial. Na ocasião, o pai alegou que os hematomas detectados no corpo do filho teriam se originado de uma tentativa de desengasgo. Porém, os profissionais de saúde não se convenceram com a explicação e comunicaram imediatamente o caso às autoridades competentes, dando início às diligências que culminaram na identificação de elementos indicativos de maus-tratos.
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Pouco tempo depois, a criança retornou à mesma unidade hospitalar em condições ainda mais críticas. Exames de imagem e avaliações clínicas constataram múltiplas fraturas em costelas e membros, além de sangramentos internos, edema cerebral e sinais de hemorragia. Ainda segundo boletim médico, o bebê sofreu novas paradas cardiorrespiratórias e convulsões, exigindo intervenções de urgência para estabilização. O sistema de saúde adotou todos os protocolos para manter as funções vitais, mas o prognóstico segue reservado devido à gravidade dos traumas.
O infante permanece internado em uma unidade especializada na Tijuca, sob cuidados de uma equipe multidisciplinar. Diante das evidências coletadas, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do pai, medida prontamente deferida pela Justiça. Além disso, foi estabelecida uma medida protetiva para manter ambos os genitores afastados do bebê até conclusão do processo investigativo. A DCAV segue responsável pelas apurações e pela coleta de depoimentos e laudos periciais.
Com a decisão judicial, o homem foi encaminhado à cadeia pública, onde ficará à disposição do Poder Judiciário até o desfecho das investigações. As autoridades planejam aprofundar as diligências, incluindo novos exames periciais para elucidar a dinâmica e a sequência das agressões. Familiares e vizinhos já foram convocados a prestar esclarecimentos. A Secretaria de Assistência Social também acompanha o caso para garantir suporte psicossocial à família e proteger eventuais outros dependentes.






