
Advogado é preso em SP após agressão à filha em elevador (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva o advogado de 44 anos filmado agredindo a filha de 6 anos dentro de um elevador. Ele teve de ser retirado à força do apartamento por policiais do Gate e, ao ser ouvido, alegou ter consumido bebida alcoólica e não se recordar dos fatos. A decisão, tomada em audiência de custódia, mantém o pai preso por tempo indeterminado.
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O caso ocorreu na noite de quinta-feira (20), em um condomínio da zona norte da capital paulista. Funcionários do prédio, ao monitorarem as imagens de segurança, flagraram o advogado puxando os cabelos da menina e a sacudindo por mais de 30 segundos enquanto o elevador descia. Assustados com a violência, acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local para garantir a segurança da criança.
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Durante a audiência de custódia realizada na sexta-feira (21), o juiz avaliou os riscos e a gravidade do ato e decidiu pela manutenção da prisão preventiva. Com isso, o réu permanece atrás das grades até o término das investigações, sem previsão de liberdade. A medida busca prevenir a reiteração de crimes e assegurar a integridade da vítima, em conformidade com o Código de Processo Penal.
O boletim de ocorrência relata que a menina estava sob os cuidados do pai em casa, enquanto a mãe estava trabalhando. Ao retornar e ouvir xingamentos dirigidos à criança, a mulher entrou no apartamento e presenciou o agressor também a empurrando. A mãe afirmou ter sido agredida durante a tentativa de intervir na situação. Temendo pela segurança da filha, ela a levou para o apartamento da síndica.
A resistência do advogado obrigou a polícia a realizar uma operação para retirá-lo do imóvel. Ele se trancou em um dos quartos e recusou-se a sair, o que levou ao arrombamento da porta. Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) negociaram por mais de duas horas até que o homem finalmente se entregasse, permitindo o prosseguimento dos procedimentos legais.
Na delegacia, o acusado reiterou ter ingerido álcool e declarou não se lembrar completamente do ocorrido. Segundo o registro policial, ele admitiu ter sido “um pouco ríspido” com a filha, mas negou recordar as agressões. O advogado também alegou ter entrado em desespero ao não localizar a menina no condomínio, já que ela havia saído horas antes para visitar uma amiga que mora no mesmo prédio.
O caso tramita sob segredo de Justiça na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona norte de São Paulo. A identidade do acusado não foi divulgada para proteger a menor. Até o momento, a defesa do advogado não foi localizada e o Tribunal de Justiça paulista não divulgou novos detalhes, em razão da confidencialidade imposta pelo processo.






