Os pais de Florence Wilde receberam inicialmente a informação de que a filha, então com 1 ano, sofria de prisão de ventre. Como os sintomas persistiram, Anna Chattaway e Dom Wilde insistiram em novos exames, que revelaram um tumor de 30 centímetros e o diagnóstico de neuroblastoma, um tipo raro de câncer infantil.
Durante cerca de três semanas, Florence recebeu laxantes, mas a barriga continuou aumentando. Segundo Anna, a menina chegou a sentir dores a ponto de não conseguir dormir sozinha e precisava ser colocada no colo da mãe durante a noite. “Fomos informados de que ela estava constipada no clínico geral, durante três semanas tive que forçá-la a tomar laxantes, o que foi horrível”, contou a mãe.
A família voltou ao médico diversas vezes. Em uma das consultas, segundo Anna, um profissional chegou a afirmar: “Não achamos que seja câncer”.
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A situação mudou quando a família insistiu na realização de um exame de sangue. Os resultados apresentaram alterações e Florence foi encaminhada para uma unidade especializada. Durante uma nova avaliação, um médico examinou o abdômen da menina e identificou nódulos.
O diagnóstico de neuroblastoma, um tipo raro de câncer infantil, veio em novembro de 2024, quando Florence tinha acabado de completar 1 ano. O tumor media 30 centímetros e pesava 2 quilos. Na época, a menina pesava 13 quilos. “Quando o tumor foi descoberto, ele tinha 30 cm, o que foi de partir o coração. Ela é pequena, então isso ocupava uma parte considerável dela”, afirmou Anna.
Florence foi submetida a uma cirurgia no Birmingham Children’s Hospital em 26 de novembro de 2024 e começou a quimioterapia no dia seguinte. Inicialmente, os médicos acreditavam que a doença estava localizada no abdômen. Exames realizados posteriormente mostraram que o câncer também havia atingido a coluna.
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Em março de 2025, até 95% do tumor foi retirado. Três semanas depois, a menina iniciou ciclos de quimioterapia em altas doses e, em outubro, passou por cinco ciclos de imunoterapia.
Em abril de 2026, a família recebeu a informação de que o tumor havia parado de progredir. Florence, agora com 2 anos, concluiu o tratamento considerado padrão pelo NHS.
Os pais, porém, decidiram buscar um tratamento chamado DFMO para prevenção de recaída. Como o medicamento deixou de ser oferecido pelo NHS antes de Florence se tornar elegível, a família iniciou uma arrecadação para custear o tratamento. “Ela tem se saído incrivelmente bem, é uma menina muito feliz. A vida está boa em casa”, disse Anna.














