Aviões da Otan interceptam drones no espaço aéreo da Romênia e próximo a campo de gás no Mar Negro

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Caça F-16 da Força Aérea da Romênia em patrulha na fronteira com a Ucrânia (Foto: Instagram)

O Ministério da Defesa da Romênia comunicou nesta quinta-feira (20) que um veículo aéreo não identificado caiu e pegou fogo em uma região desabitada perto da fronteira com a Ucrânia. Segundo o órgão, o artefato não apresentava sinalização e, após a queda, foi possível constatar apenas destroços carbonizados. As autoridades reforçaram a vigilância na área para identificar a origem do aparelho e evitar novos incidentes.

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Na mesma operação, dois jatos F-18 da Força Aérea Espanhola, destacados em missão de policiamento aéreo pela Otan, foram acionados durante a noite para monitorar um conjunto de “alvos aéreos” sobre a região de fronteira. Além disso, dois caças F-16 da própria Romênia destruíram um drone naval avistado nas proximidades de um relevante projeto de extração de gás no Mar Negro. O ministro interino da Defesa, Radu Miruta, informou que a ação visou proteger instalações críticas de energia e garantir a segurança regional.

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Em paralelo, o Ministério da Defesa da Moldávia relatou que ao menos um drone violou seu espaço aéreo nas últimas horas, reforçando preocupações sobre incursões não identificadas na região. Essas ações coincidem com um aumento recente nos bombardeios russos contra alvos na capital ucraniana, evidenciando uma escalada militar que tem mantido as forças de defesa alerta em vários países vizinhos.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou em rede social que a Rússia “está cada vez mais testando a determinação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de seus parceiros, violando a soberania dos estados vizinhos e expandindo deliberadamente os riscos causados por sua guerra muito além da Ucrânia”. Para o diplomata, esses episódios demonstram a disposição de Moscou de estender o conflito e criar instabilidade na região.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também manifestou preocupação com o ocorrido, alertando para uma “campanha crescente de ameaças” que “desestabiliza nossos cidadãos e busca dividir nossa União”. A chefe do executivo comunitário fez a declaração em sua conta no X, enfatizando a necessidade de unidade e vigilância reforçada entre os países-membros. Fonte: Associated Press.