
Ambulância e equipes de resgate em frente à delegacia de Gaza após bombardeio israelense (Foto: Instagram)
Na quarta-feira (19), um ataque aéreo conduzido pelas Forças Armadas de Israel atingiu uma delegacia de polícia situada em território controlado pelo Hamas, na Faixa de Gaza. Segundo equipes de resgate que trabalhavam no local, nove palestinos foram mortos instantaneamente durante o bombardeio, que afetou salas administrativas e áreas de atendimento. As operações de socorro foram dificultadas pela destruição parcial das estruturas, obrigando equipes a usar equipamentos de busca para localizar vítimas sobreviventes.
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Fontes médicas e policiais relataram que pelo menos quinze pessoas ficaram feridas, com diferentes níveis de gravidade, e tiveram de ser atendidas em hospitais locais. Autoridades de saúde informaram que o sistema já havia sido pressionado por episódios anteriores de violência. O ataque ocorreu dois dias após a visita do enviado especial dos Estados Unidos, Jared Kushner, à região, sem que houvesse avanço nas negociações do plano de paz apresentado pelo presidente Donald Trump.
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Equipes de salvamento e fontes policiais confirmaram que vários agentes de segurança estavam na sede da polícia municipal no momento do bombardeio, incluindo oficiais de alta patente. A delegacia, oficialmente designada pelo Ministério do Interior do governo do Hamas, sofreu danos estruturais significativos, o que complicou a retirada de feridos e o acesso de médicos e voluntários ao interior do prédio.
Até o momento, o Exército de Israel não se manifestou oficialmente sobre a operação que atingiu a delegacia em Gaza. A falta de um posicionamento imediato segue o padrão de omissões em casos que resultam em vítimas entre forças de segurança palestinas ou civis, suscitando críticas de organizações de direitos humanos que cobram maior transparência nas ações militares.
Desde a adoção de um cessar-fogo em outubro do ano passado, mais de 1.200 palestinos e quatro soldados israelenses perderam a vida em confrontos e ataques na Faixa de Gaza, segundo dados de autoridades de saúde locais e representantes do Exército de Israel. Esses números evidenciam a fragilidade dos acordos de trégua e a continuidade das hostilidades na fronteira.
Apesar da cessação formal das hostilidades, ataques a alvos considerados estratégicos por Israel e retaliações do Hamas continuam ameaçando qualquer avanço rumo à paz. O episódio desta quarta-feira, que vitimou integrantes das forças de segurança palestinas, pode agravar ainda mais o difícil cenário humanitário em Gaza.






