O simples ato de ficar rolando o feed por minutos — que muitas vezes acabam virando horas — pode esconder um comportamento cada vez mais comum e preocupante. Conhecido como doomscrolling, o hábito consiste em consumir uma sequência interminável de notícias negativas e conteúdos alarmantes, o que pode aumentar a sensação de estresse, ansiedade e esgotamento emocional.
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Especialistas explicam que esse comportamento é impulsionado por uma combinação de fatores. As plataformas digitais utilizam algoritmos criados para prender a atenção do usuário, enquanto o cérebro humano tende a focar naturalmente em informações que representam possíveis ameaças. O resultado é um ciclo em que a pessoa continua buscando mais notícias ruins, muitas vezes sem perceber quanto tempo passou conectada.
Apesar de parecer inofensivo, o consumo excessivo desse tipo de conteúdo pode afetar o bem-estar e transformar o uso das redes sociais em uma experiência desgastante. Segundo especialistas, muitas pessoas permanecem expostas a publicações que provocam tristeza ou preocupação, mas raramente tomam medidas para mudar aquilo que aparece em seus perfis.
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Para reduzir os impactos do doomscrolling, a recomendação é treinar os algoritmos por meio das próprias interações, deixando de consumir conteúdos negativos e priorizando assuntos de interesse positivo. Também vale silenciar ou bloquear perfis que geram desconforto e adotar um uso mais consciente das redes, entrando apenas para conferir informações específicas e desconectando-se logo em seguida, em vez de permanecer navegando sem objetivo.


