O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, concedeu o green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, garantindo a ele o direito de morar, trabalhar e estudar em território americano por tempo indeterminado. O documento coloca o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma condição semelhante à de um cidadão norte-americano em diversos aspectos, embora ele não tenha direito ao voto.
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Segundo informações divulgadas por pessoas próximas ao ex-parlamentar, o processo para obtenção da residência permanente foi iniciado há mais de um ano e teve conclusão neste mês. Aliados afirmam que Eduardo precisou comprovar o cumprimento dos critérios exigidos pelas autoridades dos Estados Unidos para conseguir a autorização definitiva de permanência no país.
A novidade surge poucas semanas após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão da Corte apontou que ele atuou para tentar influenciar o julgamento envolvendo Jair Bolsonaro, por meio de declarações públicas e ações relacionadas ao governo norte-americano.
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Com a concessão do green card, a possibilidade de uma eventual extradição para cumprimento da pena no Brasil se torna ainda mais distante, conforme avaliam especialistas e interlocutores do caso. Eduardo Bolsonaro sustenta que deixou o país por considerar que sofre perseguição política e afirma que não pretende retornar enquanto o cenário jurídico permanecer o mesmo.


