
Foguete suborbital Sebit da Innospace na plataforma de lançamento do CLA, no Maranhão. (Foto: Instagram)
A Innospace, companhia sul-coreana de tecnologia espacial, lançou na quarta-feira (19) o foguete suborbital Sebit do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Embora a decolagem tenha ocorrido sem intercorrências, a missão foi interrompida antes do previsto devido a uma anomalia identificada pelos controladores de voo.
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De acordo com a empresa, logo após o lançamento foi detectado um desvio em relação à trajetória planejada. Em conformidade com os regulamentos de segurança do CLA, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo, encerrando o trajeto. O foguete seguiu em queda controlada e se desintegrou dentro de uma zona de segurança marítima no litoral do Maranhão.
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O Sebit foi projetado para validar tecnologias de voo em ambiente real antes de sua aplicação em lançadores orbitais. Durante o breve voo, a missão tinha como meta coletar dados sobre desempenho aerodinâmico, sistemas de propulsão, unidade de navegação, telemetria e capacidade de recuperação no retorno à atmosfera.
Com altura projetada para ultrapassar 100 quilômetros de altitude, o Sebit diferencia-se dos foguetes orbitais por operar em regime suborbital, transportando cargas úteis de clientes até o limite da linha de Kármán. A operação desse tipo de veículo permite verificar componentes críticos antes de repetir o processo em veículos maiores destinados ao envio de satélites à órbita terrestre.
Este não foi o primeiro contratempo da Innospace no Brasil. Em dezembro de 2025, o voo inaugural comercial do foguete HANBIT-Nano, também lançado de Alcântara, terminou em explosão logo após o lift-off. Embora o veículo tenha começado a ascender verticalmente como esperado, uma falha nos estágios iniciais provocou a colisão com o solo, seguida de detonação. Não houve feridos em decorrência do incidente.
Fundada em 2017 e sediada em Sejong, na Coreia do Sul, a Innospace foca no desenvolvimento de veículos lançadores para o mercado de pequenos satélites, utilizando sistemas de propulsão híbrida. Seus equipamentos são destinados a missões de baixa órbita terrestre e contemplam desde o projeto de motores até plataformas de lançamento.
No Brasil, a empresa mantém uma subsidiária em São José dos Campos (SP), responsável pelo planejamento e gerenciamento das operações de lançamento a partir do CLA maranhense. A estrutura local abrange controle de voo, monitoramento de segurança e apoio logístico para futuros testes e empreendimentos no espaço.






