
Residências danificadas após novo tremor de magnitude 6,1 em Sumatra (Foto: Instagram)
Um novo tremor de magnitude 6,1 sacudiu a Indonésia nesta terça-feira (18), apenas três dias após o violento abalo que deixou ao menos 68 mortos no país. Segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), o tremor ocorreu às 13h02, horário local (3h02 em Brasília), a 29 quilômetros de profundidade e a cerca de 160 quilômetros a sudoeste de Nias Selatan, na ilha de Sumatra. A BMKG não identificou risco de tsunami até o momento e não há registros de vítimas ou danos significativos após essa nova ocorrência.
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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou, por sua vez, que o tremor anterior de magnitude 7,7 aconteceu no sábado (15), por volta das 6h local, a apenas 10 quilômetros de profundidade e 68 quilômetros a noroeste de Ende, na província de Sonda Oriental, ilha de Flores. Na ocasião, ao menos 68 pessoas perderam a vida e outras 213 ficaram feridas. Mais de 19 mil habitantes foram deslocados para tendas, centros de acolhimento e acampamentos improvisados depois que cerca de 4,5 mil casas foram danificadas.
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Além dos danos residenciais, a Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB) contabilizou prejuízos em 122 unidades de saúde, 252 escolas e 84 locais de culto. Alertas de tsunami chegaram a ser emitidos pelas autoridades, mas foram posteriormente cancelados com base em análises técnicas. Até a manhã desta terça-feira, mais de 2,1 mil réplicas foram registradas, das quais cerca de 70 foram sentidas pela população local.
Embora não tenham sido relatadas vítimas após o abalo de magnitude 6,1, equipes da BMKG e da BNPB permanecem em alerta para avaliar possíveis impactos na infraestrutura e no trabalho de socorro nas regiões já afetadas. As agências recomendam que moradores em áreas de risco mantenham-se informados e sigam orientações de segurança, como deslocamento para locais abertos e preparação de kits de emergência.
A Indonésia, formada por mais de 17 mil ilhas, situa-se no Círculo de Fogo do Pacífico, região marcada pela intensa atividade sísmica e vulcânica decorrente do movimento de placas tectônicas. Especialistas alertam para a necessidade de sistemas de monitoramento eficientes e de campanhas de conscientização contínuas, visando reduzir os riscos e aumentar a resiliência das comunidades a futuros desastres naturais.






