Muitos sinais de depressão em idosos ainda passam despercebidos por familiares e até profissionais de saúde, já que os sintomas costumam ser confundidos com características naturais do envelhecimento ou até com doenças como Alzheimer e outras formas de demência. Especialistas alertam que essa confusão pode atrasar o diagnóstico e agravar o sofrimento de quem enfrenta o transtorno.
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Diferentemente do que acontece em pessoas mais jovens, a depressão na terceira idade nem sempre aparece acompanhada de tristeza intensa. Em muitos casos, os principais indícios são apatia, isolamento social, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações no sono, falta de energia e dificuldades de memória ou concentração. Esses sinais acabam sendo frequentemente atribuídos apenas à idade avançada.
Outro fator que dificulta a identificação é a chamada pseudodemência depressiva, condição em que a depressão provoca falhas cognitivas semelhantes às observadas em quadros de demência. O idoso pode apresentar esquecimentos, lentidão no raciocínio e dificuldades de atenção, levando familiares a acreditarem que se trata de Alzheimer quando, na verdade, a origem pode estar relacionada à saúde mental.
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Especialistas reforçam que mudanças persistentes de comportamento, queixas frequentes de memória, sensação de inutilidade, desesperança e afastamento do convívio social devem servir de alerta. A busca por avaliação médica e psicológica é fundamental para diferenciar as causas dos sintomas e iniciar o tratamento adequado o quanto antes.


