O papa Leão XIV criticou a “progressiva burocratização da solidariedade” que atrapalha o fornecimento de ajuda humanitária para combater a fome no mundo, enquanto o comércio de armas é livre.
++ Todos os dias, essa garotinha espera o irmão voltar da escola para recebê-lo com um abraço
Em visita à sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Roma, nesta segunda-feira (22), o pontífice pediu à comunidade internacional para “aumentar os recursos destinados a combater a fome e suas causas fundamentais, e a eliminar os obstáculos que impedem que a ajuda chegue a quem precisa”.
O papa Leão XIV lamentou que as preocupações humanitárias muitas vezes não são uma prioridade, apesar dos discursos sobre a necessidade de remediar o sofrimento das pessoas. “É justamente na lacuna entre o reconhecimento em princípio e a priorização na prática que vemos uma progressiva burocratização da solidariedade, em conjunto com a silenciosa mercantilização da vida humana”, disse.
“Por um lado, a ação humanitária está cada vez mais obstruída pelos procedimentos burocráticos que podem atrasar a assistência. Por outro lado, o acesso a bens essenciais, incluindo alimentos, em muitas ocasiões é influenciado por considerações econômicas e estratégicas”, afirmou Leão. “Como resultado, aqueles que não geram um valor quantificável correm o risco de se tornarem invisíveis”, acrescentou.
++ Filha faz compras para a mãe, mas coloca algo muito mais especial na sacola
O papa americano destacou, ainda, que enquanto os projetos de ajuda e desenvolvimento enfrentam obstáculos, o armamento não. “De fato, os conflitos são ‘alimentados’ com mais facilidade do que as pessoas são alimentadas”, o que indica “um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”, disse.
Não deixe de curtir nossa página no Facebook e também no Instagram para mais notícias do JETSS.


