Adolescente buscou ajuda das autoridades antes de matar a mãe em Portugal

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Gabriela Barbosa em registros compartilhados nas redes sociais antes da tragédia (Foto: Instagram)

Um adolescente de 15 anos, suspeito de matar a mãe em Oeiras, região de Lisboa, havia procurado anteriormente autoridades para relatar conflitos domésticos. Familiares paternos do jovem também encaminharam denúncias aos órgãos competentes em Portugal e no Brasil antes do assassinato de Gabriela Barbosa, de 33 anos.

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As primeiras sinalizações surgiram em abril, quando a família expressou receios sobre a falta de supervisão adequada dos dois filhos de Gabriela e potenciais riscos à segurança das crianças. Conforme documentos obtidos pelo UOL, os parentes paternos enviaram e-mails ao Núcleo de Infância e Juventude de Oeiras, à Polícia de Segurança Pública, ao Ministério Público português e ao Itamaraty, buscando apoio e intervenção.

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Com o passar dos meses, as comunicações passaram a incluir relatos de agressões verbais e ameaças mais intensas. Segundo parentes ouvidos pelo UOL, o adolescente chegou a “implorar por ajuda” e entrou em contato direto com a polícia para relatar a situação. Em julho, um dos e-mails ao Ministério Público destacou preocupações com a integridade física e emocional dos filhos de Gabriela, apontando indícios de risco iminente.

A Polícia de Segurança Pública de Portugal confirmou quatro registros envolvendo a família, incluindo denúncias referentes ao pai e a possíveis casos de abandono materno. As autoridades afirmaram que as ocorrências foram encaminhadas às entidades competentes, tendo Gabriela e o filho sido ouvidos. Entre as medidas avaliadas estava a transferência das crianças para viverem com parentes no Brasil, caso a situação em solo português não se mostrasse segura.

Gabriela foi encontrada sem vida no apartamento que dividia com os filhos em Oeiras. Segundo a investigação, o adolescente a sufocou com um golpe de mata-leão após uma discussão. Ele permaneceu no local com o corpo até se entregar no dia seguinte, quando foi apreendido e submetido a audiência judicial. Por ter 15 anos, não é julgado pelo sistema penal comum em Portugal e pode ser alvo de medidas tutelares educativas.

A irmã mais nova, de quatro anos, estava no imóvel no momento do crime e encontra-se sob tutela do Estado. Familiares paternos viajaram a Portugal em busca da guarda da criança, enquanto integrantes da família materna também tentam levá-la ao Brasil. Gabriela era natural de Osasco, na Grande São Paulo, e havia se estabelecido em Portugal em 2024 em busca de melhores condições de vida. Até o momento, as autoridades portuguesas mantêm acompanhamento rigoroso da situação, sem previsão de decisão final sobre a guarda.