
Notas de US$100: dólar recua levemente e se mantém acima de R$ 5,20 (Foto: Instagram)
O dólar fechou em baixa de 0,36% nesta segunda-feira (17) no mercado local, após acumular alta de 2,68% em cinco pregões consecutivos e atingir o maior nível de fechamento desde 30 de março. Apesar da queda, a moeda manteve-se acima de R$ 5,20, beneficiando-se de um ambiente externo favorável às divisas emergentes, que abriu espaço para uma recuperação técnica do real.
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Na abertura do dia, o dólar à vista chegou a ensaiar aproximação do piso de R$ 5,18, com mínima de R$ 5,1813. No entanto, a queda perdeu força ao longo da tarde, alinhada ao mercado internacional, diante da alta das taxas dos Treasuries impulsionada pelo avanço dos preços do petróleo.
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O barril de Brent para entrega em outubro ultrapassou os US$ 90,00, com alta de 2,65%, em meio ao recrudescimento das tensões no Oriente Médio. Esse aumento da aversão ao risco sobrepôs-se ao possível ganho de termos de troca para o Brasil decorrente da valorização da commodity.
Depois de oscilar ao redor de R$ 5,20 nas duas últimas horas de negociação, o dólar à vista fechou o dia a R$ 5,2012. No mês, a moeda acumula valorização de 2,58% frente ao real, após queda de 1,79% em julho, e registra perda de 5,24% em 2026.
Para o gestor de portfólio da Azimut Brasil, Marcelo Bacelar, o desempenho da semana passada refletiu um ajuste de posicionamento de investidores estrangeiros diante da proximidade das eleições presidenciais, o que pressionou tanto a bolsa quanto o dólar. Ele acredita que o rumo da moeda dependerá dos cortes de juros pelo Banco Central, que, segundo ele, devem continuar até o fim do ano. Bacelar acrescenta que, nos EUA, o Federal Reserve provavelmente não elevará as taxas em 2026, mas qualquer alta teria impacto negativo sobre o real.
Pela manhã, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,64% em junho ante maio, na série ajustada sazonalmente, abaixo da mediana das projeções do mercado (0,50%). Economistas veem nos resultados sinais de arrefecimento da atividade. No cenário eleitoral, Bacelar aponta que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva pode intensificar desafios fiscais, enquanto uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) tenderia a combinar um ajuste fiscal mais robusto com política monetária mais frouxa, pressionando o câmbio.
O Banco Central atuou no mercado de câmbio com a rolagem diária de 50 mil contratos de swap (equivalente a US$ 2,5 bilhões) e a oferta de US$ 1 bilhão em linha para rolagem de vencimento de 2 de setembro. No exterior, o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo a 99,500 pontos, em baixa de 0,08% no dia e recuo de 0,20% em agosto. O mercado aguarda a ata do Federal Reserve referente à reunião de julho, que pode oferecer pistas sobre o debate interno entre dirigentes a favor e contra nova alta de juros, tema destacado em relatório de Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman Sachs.






