Marabraz busca recuperação judicial por dívida de R$ 140 mi em meio a juros altos e conflitos familiares

Posted by


Lojas Marabraz protocola recuperação judicial para reestruturar R$ 140 milhões em dívidas (Foto: Instagram)

As Lojas Marabraz, rede paulista de móveis e eletrodomésticos fundada em 1950 por imigrantes libaneses, protocolou em 15 de agosto um pedido de recuperação judicial. A iniciativa visa reestruturar as finanças do grupo, que acumula passivos de R$ 140 milhões e busca negociar prazos e condições de pagamento. A petição foi apresentada em caráter emergencial à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, marcando o início de um processo de renegociação de dívidas.

++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas

De acordo com o escritório Campana Pacca, responsável pela ação, o cenário de juros persistentemente elevados agravou o desequilíbrio financeiro da Marabraz. Além disso, disputas societárias e familiares vêm dificultando a tomada de decisões estratégicas, prejudicando o acesso a novas linhas de crédito. O pedido de recuperação destaca que o grupo precisa de fôlego para manter capital de giro e retomar investimentos essenciais.

++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina

O documento ressalta que, historicamente, os controladores da empresa recorriam ao mercado financeiro oferecendo ativos, sobretudo imóveis, como garantia. Porém, em meio a conflitos internos, os administradores deixaram de administrar as sociedades patrimoniais que detinham esses bens. Como consequência, o grupo perdeu as garantias que sustentavam suas linhas de crédito, comprometendo a renovação de financiamentos e a contratação de novas operações.

Em seu auge, a Marabraz chegou a operar 135 lojas distribuídas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior do estado. No entanto, a retração do consumo, o aumento da inadimplência dos clientes e as transformações exigidas pela digitalização do comércio afetaram o desempenho da rede. Mudanças nos hábitos de compra e a concorrência online tornaram o ambiente ainda mais desafiador para o varejista.

Com o pedido de recuperação judicial agora em tramitação, o grupo aguarda a análise da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais para iniciar o plano de renegociação com credores. A decisão determinará prazos de pagamento e eventuais cortes de despesas, num momento em que o setor varejista lida com custos financeiros elevados e busca alternativas para preservar operações e empregos.