
Emblema do Departamento de Estado dos EUA na porta do prédio em Washington (Foto: Instagram)
A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, comentou na sexta-feira (29) a decisão oficial de incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. Segundo ela, a medida reforça o compromisso de Washington com a proteção de seus interesses, sobretudo diante da ameaça que esses grupos representam ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
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Amanda Roberson destacou que, ainda nos primeiros dias do segundo mandato do presidente Donald Trump, foi traçada uma estratégia de priorizar a segurança nacional, mesmo que isso exigisse ações fora do território estadunidense. “O presidente Trump lançou uma estratégia no início do seu mandato de colocar os interesses dos EUA em primeiro lugar, incluindo fazer todo o possível para garantir e proteger a nossa segurança nacional”, afirmou a porta-voz do Estado.
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A porta-voz explicou ainda que as designações dos grupos PCC e CV se inserem diretamente nessa linha de atuação: “As designações do PCC, ou do CV, que foram anunciadas ontem, são parte desse compromisso do presidente Trump de utilizar todas as ferramentas à nossa disposição para proteger a nossa segurança nacional.”
Sobre o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Trump, ocorrido na quarta-feira (27) na Casa Branca, Roberson negou qualquer influência do parlamentar na decisão. “A única pessoa que toma decisões pelos Estados Unidos é o presidente Trump e sua equipe, o secretário Marco Rubio”, esclareceu.
Ainda de acordo com Amanda Roberson, a iniciativa de classificar PCC e CV como organizações terroristas integra um plano mais abrangente contra o narcoterrorismo na América do Sul. Ela ressaltou que, além dessas duas facções, outros 15 grupos em países como Paraguai, Caribe e Equador também passaram a compor uma lista de 17 organizações que operam regionalmente e representam risco para a segurança ocidental.
Na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou desaprovação à iniciativa norte-americana durante evento da Petrobras em Sergipe. “Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos EUA, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, declarou, classificando CV e PCC como facções criminosas já combatidas pelas autoridades brasileiras.
Lula reiterou ainda a importância de empregar forças nacionais para enfrentar o crime organizado: “Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para o povo da periferia, e vamos combater ele aqui dentro. Aprovamos a Lei Antifacção, e vamos combater.” O presidente afirmou ter entregue um documento ao presidente Trump e deixou claro que “não aceitamos ser tratados como moleque”.


