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Caso Henry Borel: Monique se retira do julgamento ao ver fotos da necropsia do filho

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Monique Medeiros deixa plenário após mal-estar durante julgamento de Henry Borel (Foto: Instagram)

Monique Medeiros deixou o plenário do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (29) após sentir-se indisposta durante a exibição de fotos da necropsia de seu filho, Henry Borel. As imagens chocantes foram apresentadas enquanto o perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes prestava depoimento aos jurados, delineando as condições do corpo da criança. Ao manifestar mal-estar, Monique pediu autorização à juíza para se ausentar e recebeu atendimento médico fora do salão de sessões, interrompendo temporariamente sua participação na fase técnica do julgamento.
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Conforme informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Monique relatou não estar se sentindo bem e solicitou auxílio médico. A juíza Elizabeth Machado Louro autorizou a retirada da ré, salientando que aquele momento se destinava exclusivamente a depoimentos técnicos, sem interferência de advogados ou testemunhas. Segundo o tribunal, a ausência de Monique não atrasou os trabalhos, que prosseguiram normalmente com a agenda prevista de apresentação de provas periciais.
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Monique Medeiros e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, são acusados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação de testemunha e fraude processual em razão da morte de Henry Borel, de quatro anos. O caso tramita no Tribunal do Júri da Capital fluminense e mobiliza atenção nacional desde o início das investigações, em março de 2021.

Durante seu depoimento, o perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes descartou expressamente a hipótese de acidente doméstico. Segundo ele, o corpo de Henry apresentava múltiplas lesões causadas por impactos contundentes, incluindo hematomas em diferentes estágios de cicatrização e fraturas compatíveis com espancamento. Prestes explicou aos jurados que tais marcas não condizem com quedas ou acidentes caseiros, mas sim com agressões físicas deliberadas, realizadas em diversas regiões do corpo da criança.

Monique já havia vivido outros momentos de forte carga emocional no decorrer do júri. No segundo dia de sessões, ela baixou o rosto e cobriu o rosto quando a defesa de Jairinho exibiu imagens da necropsia. Além disso, no terceiro dia, a acusada foi às lágrimas ao assistir a um vídeo em que Henry aparecia dançando em família, recordando momentos felizes antes da tragédia.

Em uma fase anterior do julgamento, uma médica do Hospital Barra D’Or detalhou aos jurados as tentativas de reanimação realizadas no atendimento a Henry. A profissional relatou sinais de traumatismo craniano e parada cardiorrespiratória na chegada da criança, descreveu procedimentos de intubação, administração de medicações e esforços da equipe para estabilizá-lo, sem sucesso devido à gravidade dos ferimentos.

Mesmo com a ausência temporária de Monique, o julgamento seguiu com os depoimentos técnicos previstos para esta sexta-feira. A juíza Elizabeth Machado Louro determinou que a ré retorne ao plenário no próximo sábado (30), quando serão ouvidos novos peritos e realizadas análises complementares antes do início dos debates finais entre acusação e defesa. A expectativa é que o veredicto seja concluído em breve.

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