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Plano de meses, vítimas esfaqueadas e carro incendiado: como um menor executou toda a família

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Carro incendiado em Ajmer após homicídio de quatro familiares (Foto: Instagram)

Em 29 de maio de 2026, um adolescente foi detido em Ajmer, no estado de Rajastão, Índia, após confessar ter assassinado quatro parentes motivado por disputas de herança e propriedades. Segundo a polícia local, ele atacou o pai, a madrasta Surgyan, a avó Pusi Devi e a irmã Mahima no meio da madrugada, esfaqueando-os. Em seguida, com a ajuda da mãe, colocou os corpos no porta-malas de um carro e ateou fogo na tentativa de simular um acidente de trânsito. A encenação veio abaixo quando a perícia encontrou claros sinais de perfurações por lâmina e os investigadores ficaram intrigados com a tranquilidade do jovem em meio à tragédia.

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Inicialmente, familiares sustentaram que Ram Singh dirigia com a esposa Pusi Devi, que estaria doente, para um hospital quando o veículo teria se incendiado acidentalmente, vitimando todos os ocupantes. Porém, a equipe de atendimento local não convenceu-se da versão. As quatro vítimas tinham sido deixadas no banco traseiro e, ao examinar o carro, os peritos identificaram fraturas por facadas no corpo de Surgyan, algo incompatível com uma batida ou incêndio de origem natural.

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Confrontado pelos policiais, o adolescente admitiu o envolvimento no plano e revelou ressentimentos intensos dentro do lar, que se agravaram após o segundo casamento de Ram Singh. Ele disse ter planejado o crime durante meses, influenciado por séries policiais e jogos online, nutrindo a convicção de que a divisão de bens o prejudicaria. Por volta das 4h da madrugada, quando todos dormiam após uma noite de bebida, entrou silenciosamente no quarto do pai e desferiu as primeiras facadas.

O ataque despertou Surgyan, que tentou reagir, mas acabou ferida mortalmente. Na confusão, a avó Pusi Devi e a irmã Mahima também foram atacadas quando se dirigiram ao local. A mãe do jovem entrou em desespero, mas acabou colaborando para levar os corpos até o carro. Já no veículo, o adolescente ateou fogo, esperando destruir vestígios do crime e convencer as autoridades de que se tratava de um acidente trágico.

A perícia técnica, no entanto, constatou que as perfurações e a distribuição dos corpos não condiziam com um incidente veicular. Ao perceberem a frieza e a falta de emoção do menor durante as investigações, os investigadores aprofundaram a apuração, que culminou na prisão preventiva do adolescente. O caso, marcado pela brutalidade e pelo envolvimento familiar, causou forte comoção em Ajmer e gerou debates sobre disputas por herança no Rajastão.

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