
Flávio Bolsonaro em encontro reservado com Donald Trump no Salão Oval (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro foi recebido na terça-feira (26) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. A visita aconteceu em meio a tensões políticas no Brasil e visou reforçar a projeção internacional do parlamentar. A reunião se deu de forma reservada, sem constar na agenda oficial divulgada pela administração Trump, o que levantou especulações sobre seu teor e objetivos.
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De acordo com fontes próximas, Flávio chegou a Washington na segunda-feira (25), mas evitou comentar publicamente sobre o encontro antes de confirmá-lo. Ao seu lado, estiveram o deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo, convidado também para o Oval Office. O senador teria aceitado um convite formal enviado por e-mail pelo governo americano, apesar de não haver menção ao compromisso na agenda oficial do presidente norte-americano durante aquela tarde.
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Durante o encontro, Flávio Bolsonaro vestiu terno azul, gravata verde e amarela e ostentou o broche de senador da República. Segundo aliados, a escolha do traje reforça uma mensagem de brasilidade e autoridade. Nos bastidores, afirmam que a visita busca mitigar impactos de recentes polêmicas no cenário político interno, além de reforçar sua imagem no exterior em vista da corrida presidencial de 2026.
A reunião ocorre poucos dias depois de Flávio ter seu nome vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que gerou desgaste político nas redes sociais e críticas de adversários. A associação entre o senador e o empresário repercutiu em denúncias de possível conflito de interesses, o que motivou uma estratégia de relações internacionais para tentar distrair os eleitores e a opinião pública de investigações em curso.
Aliados do senador relatam que a presença ao lado de Trump visa demonstrar força política e competitividade em âmbito internacional. Vale destacar que o encontro ocorreu cerca de 20 dias após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca, sinalizando que Flávio pretende se posicionar como agente ativo na diplomacia bilateral. No PL, há expectativa de usar as imagens para impulsionar articulações rumo a 2026.
Até o fechamento desta matéria, o governo dos Estados Unidos não havia divulgado informações sobre os assuntos tratados durante a conversa no Salão Oval. Tampouco foram confirmados acordos ou compromissos bilaterais. A recepção reservada reforça a tática de manter sigilo sobre temas sensíveis, enquanto aliados de Flávio trabalham para capitalizar politicamente o encontro antes do próximo ciclo eleitoral.


