
Geada mortal: frio intenso no MS provoca 83 mortes de bovinos (Foto: Instagram)
A recente onda de frio intenso que atingiu o interior de Mato Grosso do Sul provocou a morte de 83 bovinos em fazendas, onde temperaturas despencaram abaixo de 7°C e geadas cobriram pastos. Essa combinação de frio e vento cortante surpreendeu produtores e transformou áreas rurais em cenários gelados, deixando prejuízos consideráveis ao setor.
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Segundo informações de técnicos agropecuários, os casos foram confirmados em propriedades de Nova Andradina e Angélica, onde os animais permaneceram expostos à madrugada rigorosa. Em algumas localidades, a sensação térmica esteve próxima de 0°C, condição que dificultou a manutenção da temperatura corporal dos bovinos.
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Conforme boletim da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), 74 dos óbitos foram registrados em quatro fazendas de Nova Andradina, enquanto outras nove mortes ocorreram em um único sítio em Angélica. Os laudos preliminares apontam a hipotermia como causa principal, indicando o rápido resfriamento do corpo e a falha no sistema de regulação térmica dos animais.
Especialistas destacam que a combinação de ventos fortes, umidade elevada e baixas temperaturas agravou o quadro, sobretudo pela ausência de abrigos adequados. Sem locais para se proteger, os bovinos passaram horas no aberto, o que aumentou o risco de desenvolvimento de hipotermia, principalmente durante o pico do frio na madrugada.
Produtores relembraram que eventos similares ocorreram no inverno de 2023, quando frentes frias mataram mais de 2,5 mil bovinos no estado. Técnicos do setor frisam que animais jovens, com condição corporal abaixo do ideal ou de raças menos resistentes apresentam maior dificuldade de adaptação a mudanças bruscas de temperatura.
Relatos de criadores indicam que a geada persistiu por parte da manhã, um fenômeno pouco comum em diversas regiões do estado. A cobertura congelada sobre o pasto dificultou a busca por alimento, deixando os animais ainda mais vulneráveis aos efeitos do frio extremo.
Diante dos prejuízos, a IAGRO mantém acompanhamento das propriedades afetadas e reforça orientações a produtores para adoção de medidas preventivas. Entre as recomendações estão o fornecimento de alimentação mais energética, instalação de abrigos provisórios e acompanhamento constante das condições climáticas para reduzir riscos futuros.


