
Caneta injetável de semaglutida: Ozivy, primeira versão nacional, é aprovado pela Anvisa (Foto: Instagram)
A Anvisa aprovou o registro do Ozivy, primeira versão nacional de medicamento à base de semaglutida lançada após o fim da patente do Ozempic no Brasil. Produzido pela EMS, o remédio recebeu autorização em diferentes dosagens injetáveis, mas ainda não tem data de lançamento ou preço definido. A expectativa é que a entrada desse e de outros concorrentes eleve a competitividade e leve à queda de valores no médio prazo.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
A semaglutida é a mesma substância que compõe os medicamentos Ozempic e Wegovy, conhecidos mundialmente como “canetas emagrecedoras” por auxiliarem no controle de diabetes e no emagrecimento. A aprovação do Ozivy pela Anvisa representa a tentativa de ampliar o acesso a esse tipo de terapia, até então dominada pela fabricante dinamarquesa Novo Nordisk.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
Concedido sob a modalidade de desenvolvimento abreviado, indicada para produtos com princípios ativos já conhecidos, o registro classifica o Ozivy como “medicamento novo”. Antes dessa decisão, em abril, outros pedidos para substâncias à base de semaglutida foram rejeitados pela agência reguladora por falhas técnicas e documentação incompleta.
De acordo com a resolução da Anvisa, o Ozivy foi aprovado em apresentações de solução injetável para uso subcutâneo, com cartuchos de 1,5 ml e 3 ml em diversas configurações e canetas aplicadoras. O registro terá validade até junho de 2036, período no qual a EMS deverá cumprir etapas comerciais, como definição de preço e distribuição inicial às farmácias.
Especialistas projetam que a concorrência no mercado de semaglutida, antes restrito à Novo Nordisk, poderá pressionar os preços para baixo nos próximos anos. No entanto, devido à complexidade da molécula, os produtos não são tratados como genéricos convencionais, exigindo testes rigorosos de imunogenicidade, pureza e estrutura.
Levantamentos indicam que, desde 2023, havia pelo menos 17 pedidos de registro de fármacos à base de semaglutida em tramitação na Anvisa, antecipando a abertura do mercado após o vencimento da patente. O Ministério da Saúde acompanha o cenário e acredita que o reforço de concorrentes poderá ampliar o acesso ao tratamento de diabetes e obesidade no Brasil.


