Ouro sobe e encerra semana de ganhos com expectativa de Fed menos rígido

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Barras de ouro refletem alta recorde com Fed mais brando e dólar enfraquecido (Foto: Instagram)

Os contratos de ouro fecharam em alta, registrando ganhos ao longo de toda a semana, sustentados pelas perspectivas de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais moderada em relação ao aperto monetário, unido à desvalorização do dólar. Esse movimento elevou o metal precioso ao maior patamar desde junho, enquanto o recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA também contribuiu para o fortalecimento do ativo.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro avançou 0,38%, cotado a US$ 4.437,3 por onça-troy. Já a prata para setembro subiu 0,18%, encerrando o pregão a US$ 65,108 por onça-troy. No balanço semanal, o ouro acumulou alta de 0,85%, confirmando o apetite dos investidores pelo metal diante do cenário macroeconômico.

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O Commerzbank destaca que a alta recente foi impulsionada pela correção das expectativas de aumentos mais agressivos nas taxas de juros pelo Fed. Em meados de julho, os contratos futuros de Fed Funds precificavam uma taxa de 4% para o fim do ano; hoje, esse patamar caiu para 3,86%, refletindo a leitura mais branda dos indicadores de inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA.

Para o banco, a chance de elevação de juros na próxima reunião do Fed, agendada para setembro, caiu para cerca de 30%. Diante desse quadro, a instituição não prevê novos ajustes na taxa básica por enquanto, o que deve prolongar o movimento de valorização do ouro. Além disso, o retorno do interesse de investidores em fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro tem servido como importante catalisador para o metal.

Dados da Bloomberg mostram que, nos últimos seis pregões, entrou capital em ETFs de ouro, marcando a maior sequência de aportes ininterruptos desde abril. O volume total acumulado chega a quase 21 toneladas. A maior parcela desses recursos foi direcionada ao maior ETF de ouro listado nos EUA, reforçando a tese de que a baixa nas expectativas de juros e os menores custos de oportunidade têm atraído investidores ao setor.

Com a combinação de queda do dólar, rendimentos mais baixos nos Treasuries e o fortalecimento da demanda via ETFs, analistas projetam que o ouro ainda possui espaço para avançar nas próximas semanas, enquanto o mercado segue atento às decisões de política monetária do Federal Reserve.