
Vacinação contra o sarampo em SP detalha contraindicações (Foto: Instagram)
A vacina contra o sarampo é contraindicada para gestantes, bebês com menos de seis meses, pessoas com imunodeficiência e indivíduos que já tiveram reações alérgicas graves a algum componente do imunizante. A campanha de vacinação é direcionada a residentes de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, em pessoas de 6 meses a 59 anos, que devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para receber a dose.
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A aplicação em grávidas é desaconselhada porque o imunizante utiliza vírus vivo atenuado, o que pode oferecer risco ao feto. Durante a gestação, o sistema imunológico fica mais vulnerável, e existe a possibilidade de o vírus vacinal atravessar a placenta. Após o parto e durante a amamentação, a vacinação já pode ser realizada, uma vez que o vírus não é excretado no leite materno. Mulheres que foram imunizadas sem saber da gravidez devem manter acompanhamento no pré-natal. Recomenda-se atualizar o cartão vacinal e tomar a tríplice viral pelo menos um mês antes de engravidar.
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Bebês menores de seis meses não recebem a dose, pois seu sistema imunológico ainda depende da proteção materna. Pessoas com imunossupressão ou imunodepressão, seja por doenças graves ou por uso de medicamentos como corticoides e remédios para lúpus e artrite reumatoide, também devem evitar a vacina ou consultar um profissional de saúde. Pacientes com HIV podem ser vacinados em condições específicas, desde que apresentem carga viral controlada e boa resposta imunológica.
Quem já teve reação anafilática a doses anteriores ou a componentes como neomicina ou gelatina deve se abster da aplicação, embora alergia a ovos não seja contraindicação. Indivíduos com febre devem aguardar pelo menos 24 horas sem sintomas antes de buscar a vacina, para evitar confundir efeitos adversos com os sinais da própria doença. Resfriados leves sem febre não impedem a imunização, desde que a pessoa esteja em bom estado geral.
Pessoas com 60 anos ou mais geralmente não participam da campanha, pois se considera que essa faixa etária tenha adquirido imunidade natural ao longo da vida. Entretanto, idosos expostos a casos suspeitos ou confirmados sem comprovação vacinal devem ser avaliados para receber a dose. Quem teve sarampo confirmado não precisa de reforço adicional; quem não possui registro ou não lembra se tomou a vacina pode ser imunizado sem risco, já que doses extras não provocam efeitos adversos.
A vacina contra o sarampo pode ser administrada no mesmo dia que outros imunizantes, mas, quando não ocorre a aplicação simultânea de vacinas vivas atenuadas (febre amarela, tetraviral, varicela, rotavírus e dengue), deve-se respeitar intervalo mínimo de quatro semanas. Para bebês com menos de dois anos, a tríplice viral não deve ser aplicada junto com a vacina de febre amarela. É fundamental informar ao profissional de saúde todas as vacinas recebidas recentemente para evitar conflitos de calendário.






