Militar da reserva morre após ser confundido com irmão ex-PCC e recebe tiro na cabeça

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Ex-militar Jorciley Eloi de Moraes em foto antes do crime (Foto: Instagram)

O ex-militar do Exército Jorciley Eloi de Moraes, de 46 anos, foi baleado na cabeça no quintal de sua casa e acabou falecendo na Santa Casa de Campo Grande. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ele tenha sido vítima de uma confusão de identidade, já que o alvo seria seu irmão.
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O crime ocorreu na noite de quarta-feira (12) no bairro Jardim Noroeste. Segundo as investigações, dois homens chegaram em uma motocicleta; enquanto um permanecia na moto, o comparsa entrou pelo portão e efetuou o disparo. Câmeras de segurança registraram a ação e a fuga dos suspeitos, que ainda não foram identificados pela polícia.
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A suspeita de erro na identidade nasceu porque Jorciley não possuía histórico criminal, diferentemente do irmão Gilson, de 47 anos, apontado como ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em liberdade condicional, Gilson afirmou aos investigadores que acredita ter sido o verdadeiro motivo do ataque.

Gilson acumula mais de 31 anos de pena por crimes como homicídio qualificado, roubo e lesão corporal. Ele chegou a cumprir sentença por um assassinato praticado em 1997, em Cuiabá (MT), o que reforça a linha de investigação de que facções criminosas opostas possam ter ordenado o atentado.

Após o disparo, familiares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Jorciley foi levado em estado gravíssimo à Santa Casa de Campo Grande, apresentando perda significativa de massa encefálica. Ele não resistiu e morreu na noite de quinta-feira (13).

Com a morte de Jorciley, o caso passou a ser tratado como homicídio consumado. A Polícia Civil agora busca identificar os atiradores, descobrir quem planejou o crime e reconstituir o trajeto da dupla antes e depois do disparo, com base nas imagens de câmeras de vigilância.

Uma linha de investigação considera que o atentado tenha ligação direta com a disputa entre facções. Gilson acredita que o Comando Vermelho (CV) tenha ordenado o ataque, mas essa hipótese ainda precisa ser confirmada pelas apurações em curso.