
Haddad critica gestão de Tarcísio na educação em Ribeirão Preto (Foto: Instagram)
Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, fez duras críticas à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na área da educação. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto na sexta-feira (14), o ex-ministro da Fazenda afirmou que a qualidade do ensino estadual entrou em declínio e responsabilizou o governador pelo início da cobrança do ICMS sobre envios de roupas, conhecida como “taxa das blusinhas”.
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De acordo com Haddad, os resultados de avaliações externas mostram que o ensino médio paulista, frequentado por 80% dos adolescentes do estado, está em condição “de decadência”. Ele criticou a adoção de um projeto político-pedagógico que, segundo ele, desvaloriza os docentes, substitui livros didáticos por apresentações de slides e acentua processos de burocratização e digitalização sem oferecer suporte adequado.
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Haddad também chamou atenção para as falhas na infraestrutura da rede estadual, apontando problemas na Fundação Paulo Souza, responsável pelas Etecs e Fatecs. Ele destacou que metade dos profissionais em atividade nas escolas não possui cargo efetivo, e acusou o governador de priorizar iniciativas de “plataformização” e privatização em detrimento da manutenção das instituições públicas, que operam muitas vezes sem conexão de internet de qualidade.
Sobre a controvérsia das chamadas “taxas das blusinhas”, Haddad defendeu sua atuação como ministro no governo Lula, ressaltando o apoio que recebeu do Republicanos em reformas como a do Perse, a taxação de offshores e alterações no imposto de renda. Ele frisou que nunca houve cobrança similar na gestão de João Doria e atribuiu ao atual governador a decisão de começar a tributar remessas de vestuário em agosto de 2023.
Na visão do candidato petista, Tarcísio de Freitas incorre em desinformação ao afirmar que Doria já cobrava ICMS sobre remessas postais. Para Haddad, trata-se de “injustiça” e de uma narrativa usada para transferir ao antecessor a responsabilidade por uma medida que, de fato, foi implementada pelo atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes.






