Conor Kennedy, marido de Giulia Be, é condenado à prisão na Rússia

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Conor Kennedy e Giulia Be em foto descontraída após anúncio da sentença russa (Foto: Instagram)

O marido da cantora brasileira Giulia Be, Conor Kennedy, foi condenado à prisão pela Justiça russa em processo que o acusa de atuar na guerra na Ucrânia. A decisão foi proferida pelo Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, e ocorreu à revelia, sem que o acusado estivesse presente ou tivesse sido regularmente notificado. Após a sentença, o nome de Conor foi incluído em uma lista internacional de procurados, o que impede seu ingresso em solo russo e dificulta qualquer possibilidade de defesa local.

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A defesa de Conor Kennedy apresentou recurso questionando não apenas a ausência de notificação, mas também a própria competência do tribunal russo para julgar um cidadão americano. No entanto, o pedido de apelação foi rejeitado sem maiores explicações, mantendo-se a condenação. Com isso, o marido de Giulia Be passa a enfrentar as consequências de uma decisão considerada por especialistas em direito internacional como controversa, dado o caráter político-militar do processo.

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As acusações contra Conor baseiam-se na suposta atuação como mercenário junto às Forças Armadas da Ucrânia, especialmente em combates na região de Kharkiv. De acordo com o Código Penal russo, a participação em hostilidades sem vínculo oficial a um exército nacional configura crime sujeito a penas de sete a dez anos de reclusão. A agência estatal Tass divulgou que o lutador teria integrado a Legião Internacional da Ucrânia, composta por voluntários estrangeiros.

Conor Kennedy, hoje com 31 anos, é sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde no governo de Donald Trump. O interesse midiático no caso aumentou no Brasil devido ao casamento do ex-militar com a cantora Giulia Be, celebrado em 2026. A união, que chamou atenção por unir um sobrenome histórico americano a uma artista em ascensão no país, agora ganhou novos contornos jurídicos.

Em depoimentos públicos nas redes sociais em 2022, Conor admitiu ter viajado à Ucrânia para lutar na região de Kharkiv, alegando não ter experiência militar prévia e ter sido movido pela comoção com a invasão russa. Segundo ele, retornou aos Estados Unidos em outubro daquele ano, após meses de deslocamentos por zonas de conflito. Esses relatos foram usados como prova pela acusação russa para fundamentar o processo.

Embora condenado, Conor Kennedy permanece livre fora da Rússia, já que o julgamento se deu em sua ausência, e a chance de extradição é tida como remota por analistas internacionais. Até o momento, não há posicionamento oficial do governo dos Estados Unidos sobre a sentença russa. O caso se desenrola num momento de intensificação das tensões entre Moscou, Kiev e os países que apoiam a Ucrânia, e faz parte de uma série de ações judiciais russas contra estrangeiros que lutam ao lado de forças ucranianas.