
Rafaela Costa da Silva em registro recente após decisão judicial (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo acatou nesta quinta-feira (13) o recurso do Ministério Público estadual e decidiu que Rafaela Costa da Silva, viúva do empresário Igor Peretto, será submetida ao Tribunal do Júri pela morte do marido em Praia Grande. A magistrada revogou a impronúncia anterior, mantendo Rafaela em liberdade, enquanto a defesa já sinalizou que recorrerá às instâncias superiores.
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Em outubro de 2025, Rafaela havia sido impronunciada pelo juízo de primeira instância com base na insuficiência de provas para levá-la a júri, o que resultou em sua soltura após cumprir mais de um ano detida. O Ministério Público de São Paulo contestou essa decisão, alegando que somente o Tribunal do Júri poderia avaliar as circunstâncias e a possível participação dela no homicídio.
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O crime ocorreu em 31 de agosto de 2024, quando Igor Peretto, então com 27 anos, foi atacado a facadas dentro do apartamento de sua irmã, Marcelly Peretto, no litoral de São Paulo. Conforme o inquérito, uma discussão envolvendo Rafaela e Mário Vitorino — amigo e sócio de Igor e marido de Marcelly — teria precipitado o desfecho violento.
Ao analisar o recurso, o Tribunal considerou que havia elementos suficientes para que uma corte de júri fosse encarregada de julgar a conduta de Rafaela. Com isso, a pronúncia por homicídio foi restabelecida, o que formaliza a acusação contra a viúva e autoriza a submissão dela ao julgamento popular, ainda sem data marcada.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rafaela teria atraído o marido até o imóvel da irmã sob pretexto de diálogo, facilitando a ação de Mário. A promotoria também sustenta que Rafaela mantinha relação extraconjugal com o amigo, embora ela não estivesse presente no momento em que as facadas foram desferidas.
Mário Vitorino é apontado como o autor direto dos golpes que tiraram a vida de Igor, e Marcelly também já foi pronunciada e aguarda julgamento sob a mesma acusação. Ambos seguem presos preventivamente, com datas de júri previamente agendadas, ao passo que Rafaela responde em liberdade.
A defesa de Rafaela, representada pelo advogado Yuri Cruz, informou que recorrerá aos Tribunais Superiores, argumentando a ausência de provas robustas que justifiquem a pronúncia da cliente. O pedido da acusação para decretar nova prisão preventiva não foi acatado pela Justiça.
Nesta decisão, a Justiça ainda aboliu a qualificadora relativa ao recurso que teria dificultado a defesa de Igor, beneficiando igualmente Mário e Marcelly. A Polícia Civil, durante o inquérito, não detectou indícios de premeditação, questão que deverá ser reavaliada em fases futuras até a realização do Tribunal do Júri.






