
Bruno Mafra em registro recente (Foto: Instagram)
Melissa Apprigio, filha do cantor paraense Bruno Mafra, recorreu às redes sociais para relatar o peso da condenação imposta pela Justiça do Pará. Em vídeo publicado no Instagram, ela descreveu os abusos que alega ter sofrido durante a infância e comentou o impacto emocional do veredicto de primeira instância. A jovem disse que vive um processo de luto ao declarar ter “enterrado” o genitor, com quem desejava uma relação de pai e filha.
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No depoimento, Melissa enfatizou os sete anos de embate jurídico até que as acusações fossem acolhidas pelo tribunal. Ela lembrou que tanto seus relatos quanto os da irmã passaram por perícias técnicas, as quais reforçaram a veracidade das denúncias. “Apesar de ter sido vítima, fui combativa desde o início”, afirmou, ressaltando a importância de ter sido ouvida e validada pelo processo.
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A artista também fez um apelo a outras pessoas que sofreram violência sexual na infância, encorajando denúncias mesmo quando o crime tenha ocorrido há anos. Melissa lembrou que muitas vítimas só entendem o que se passou ao chegar à fase adulta e que é possível buscar justiça depois de crescer. Seu objetivo, disse, é servir de alerta para quem ainda carrega silêncio e medo.
Além de expor os abusos, a jovem criticou a postura do pai ao longo dos anos. Segundo ela, Bruno Mafra foi um progenitor ausente, que não participou de datas comemorativas, eventos escolares ou marcos afetivos. “Ele não foi um pai presente em nenhum momento importante da minha vida”, afirmou Melissa, que reconheceu ter encontrado apoio em familiares e no noivo durante toda a trajetória.
A sentença do juiz de primeira instância condenou o cantor por abuso sexual contra as duas filhas, com base em denúncias formalizadas em 2019. Os fatos, segundo o processo, ocorreram em Belém entre 2007 e 2011, período em que ambas tinham menos de 14 anos. As investigações detalham que os crimes se deram em diferentes ambientes, incluindo a casa da família e um veículo particular.
A defesa de Bruno Mafra já anunciou sua intenção de recorrer da decisão. Enquanto isso, Melissa mantém vivo o desabafo como forma de fortalecer outras sobreviventes e reafirmar sua confiança na Justiça. Ela acredita que a repercussão do caso pode inspirar mais vítimas a romperem o silêncio.

