O brasileiro sentiu o impacto direto no supermercado em maio. Segundo dados do IBGE, os alimentos consumidos dentro de casa ficaram, em média, 1,65% mais caros no período, marcando a maior inflação para o mês de maio em 18 anos. O resultado é o mais elevado desde 2008 e reforça a sensação de que itens básicos estão cada vez mais difíceis de encaixar no orçamento familiar.
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Entre os principais responsáveis pela disparada aparecem produtos presentes no dia a dia da população. A batata-inglesa liderou os aumentos, com salto de 44,69%, seguida pelo tomate, que ficou 20,62% mais caro, e pela cebola, que avançou 16,80%. As carnes também pesaram mais no bolso dos consumidores, registrando alta de 1,39% no mês.
Especialistas apontam que a combinação entre menor oferta de produtos e o aumento dos custos de transporte ajudou a pressionar os preços. A guerra no Irã, iniciada no fim de fevereiro, elevou as cotações do petróleo e encareceu combustíveis como o diesel, essencial para o transporte rodoviário de alimentos pelo país.
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O cenário ainda preocupa economistas para os próximos meses. Além das revisões para cima nas projeções da inflação dos alimentos em 2026, o possível fortalecimento do fenômeno El Niño pode afetar a produção agropecuária e provocar novos reajustes. Em ano eleitoral, a alta do custo da alimentação volta ao centro do debate e amplia a preocupação das famílias brasileiras com o poder de compra.


