
Atriz em cena ao lado da mulher que inspirou seu papel no filme (Foto: Instagram)
Em entrevista ao NaTelinha Talk, Lorena Comparato detalhou seu processo de preparação para interpretar uma personagem inspirada em uma pessoa real. A atriz contou que, motivada a entender melhor o comportamento e as motivações da mulher retratada, buscou diversas referências, como reportagens e depoimentos, mas recebeu orientação da produção para não ter nenhum contato direto com fontes ligadas ao caso. Para construir sua atuação, ela recorreu exclusivamente a materiais documentais e enfatizou a distinção entre representar uma narrativa baseada em fatos e reproduzir fielmente a trajetória de alguém.
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A atriz revelou que não houve oportunidade de conversar com Elize Matsunaga, que serviu de modelo para sua personagem no filme. Quando soube do convite para o projeto, uma das primeiras perguntas de Lorena foi sobre a possibilidade de conhecer a mulher. A resposta da equipe de produção foi categórica: não seria possível se encontrar com ela nem com promotores, advogados ou jornalistas envolvidos no processo. “O contato mais próximo que tive foi assistindo ao documentário sobre o caso”, disse a artista.
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Lorena Comparato explicou que, como atriz, costuma investir em um mergulho profundo na psicologia dos personagens. Isso inclui observar gestos, tom de voz e expressões faciais para compreender padrões de comportamento. Por essa razão, ela inicialmente manifestou o desejo de encontrar Elize pessoalmente e assim estudar suas reações de maneira mais autêntica.
Ao mesmo tempo, a intérprete destacou que o objetivo do filme não é fazer um retrato biográfico absoluto, mas sim criar um personagem que transponha aspectos centrais da história real para as telas. “Há uma diferença entre a personagem concebida para o roteiro e a mulher que viveu os acontecimentos”, ressaltou Lorena, lembrando que qualquer adaptação envolve escolhas de dramatização.
Além disso, Lorena contou que chegou a conversar com a própria mãe para se preparar emocionalmente caso ocorresse um encontro inesperado com Elize. Ela afirmou que seguiria rigorosamente as orientações da produção, mas, se houvesse essa oportunidade, agiria com educação e empatia, disposta a ouvir a outra parte se houvesse abertura para um diálogo.






