
Cartão do Bolsa Família: IBGE desmente boato sobre taxa de desemprego (Foto: Instagram)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desmentiu a circulação de publicações nas redes sociais que afirmam, sem qualquer prova, que beneficiários do Bolsa Família estariam sendo computados como pessoas ocupadas para reduzir artificialmente a taxa de desemprego no país. Em resposta ao UOL Confere, o órgão esclareceu que o recebimento do benefício social não integra os critérios da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) para classificar uma pessoa como ocupada, desocupada ou fora da força de trabalho. A metodologia do levantamento, adotada desde 2012, avalia exclusivamente as condições de trabalho do entrevistado, sem levar em conta programas de transferência de renda.
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A Pnad Contínua, elaborada pelo IBGE, reúne dados sobre mercado de trabalho, renda, educação, habitação e outras condições de vida dos brasileiros. Ao esclarecer as informações enganosas, o instituto reforçou que o registro de um domicílio como beneficiário do Bolsa Família não resulta na inclusão automática de seus integrantes no grupo de pessoas ocupadas. A classificação segue critérios técnicos bem definidos, sem alterações recentes para favorecer qualquer governo ou projeto político.
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Segundo o IBGE, são consideradas ocupadas as pessoas que, na semana de referência da pesquisa, exerceram atividade remunerada para pessoa física ou jurídica, recebendo pagamento em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios. Entre essas, incluem-se trabalhadores domésticos, integrantes do serviço militar obrigatório e membros de instituições religiosas que recebem remuneração reconhecida pela pesquisa. O fato de alguém receber o Bolsa Família não altera essa avaliação: beneficiários podem ser enquadrados como ocupados, desocupados ou fora da força de trabalho, dependendo da sua situação real de emprego.
Na metodologia adotada desde 2012, a categoria “desocupada” abrange pessoas com 14 anos ou mais que não realizaram atividade remunerada, estavam disponíveis para trabalhar e procuraram trabalho no período de referência. Já quem não trabalha e não busca emprego, como estudantes dedicados exclusivamente aos estudos ou indivíduos ocupados integralmente em tarefas domésticas, é classificado como “fora da força de trabalho” e não entra nas estatísticas de desemprego.
Os dados mais recentes da Pnad Contínua apontam que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2025, o menor índice para esse período (abril a junho) desde o início da série histórica em 2012. O recorde de menor desemprego foi registrado no quarto trimestre do ano anterior, com 5,1%. Por fim, o IBGE ressalta que o Bolsa Família só aparece na Pnad Contínua de Rendimentos para compor o total de renda da população, sem qualquer relação com a classificação ou cálculo da taxa de desemprego.






