Coronel da Polícia Militar é detido em flagrante por importunação sexual em ônibus

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Coronel da PM de Minas Gerais é preso por importunação sexual em ônibus interestadual (Foto: Instagram)

O coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais, Welton José da Silva Baião, de 59 anos, foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (04) após ser acusado de importunação sexual dentro de um ônibus interestadual que fazia o trajeto entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Ele tentou fugir quando o veículo parou em Juiz de Fora, mas foi contido por passageiros até a chegada da polícia.
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Segundo o relato da vítima, uma mulher de 34 anos, o militar estava sentado na poltrona atrás dela e teria usado repetidamente os pés para tocar seu corpo, estendendo depois as mãos até a coxa dela. Ela pediu ajuda aos demais passageiros e começou a chorar diante da situação. Testemunhas disseram ainda que o coronel trocou de assento várias vezes, caminhou pelo corredor do ônibus e permaneceu próximo a outras mulheres, causando desconforto em algumas delas.
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Após a denúncia, o motorista estacionou em um posto de combustíveis às margens da BR-040, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O coronel desembarcou de forma brusca e tentou fugir, sendo encontrado escondido atrás de um caminhão. Ao perceber que seria alcançado, ele ainda tentou uma segunda investida de fuga, mas foi imobilizado por passageiros e por um funcionário do estabelecimento até a chegada de uma equipe da Polícia Militar.

Em depoimento, o militar negou ter praticado qualquer ato de natureza sexual e afirmou que eventual contato com a passageira teria sido acidental, ocasionado pelo espaço reduzido entre as poltronas. Segundo ele, estava apenas de meias e com sono. Sobre ter saído do ônibus, disse ter descido para evitar um possível tumulto ou agressão por parte de outros passageiros.

A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante por importunação sexual, classificando o caso como crime comum. O coronel foi levado a uma unidade prisional da PM em Juiz de Fora, onde permanece enquanto aguarda os próximos trâmites judiciais. Por se tratar de um delito fora do âmbito militar, a investigação segue sob a responsabilidade da Polícia Civil.

Welton José da Silva Baião já comandou o 1º Batalhão da PMMG e esteve à frente do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo antes de passar para a reserva. Agora, o processo será encaminhado à Justiça, que decidirá sobre a manutenção ou não de sua prisão preventiva. A Polícia Civil continua apurando todos os detalhes para esclarecer as circunstâncias da denúncia.