
Gustavo Simões e o filho Benício em treino pelo Ypiranga-RS (Foto: Instagram)
A família de Benício, filho de dois anos do atacante Gustavo Simões, do Ypiranga-RS, tomou a decisão de doar os órgãos da criança após ele não resistir aos graves ferimentos provocados por um acidente em Santa Catarina. O gesto, confirmado pelos pais e pelo clube, tem potencial de beneficiar pacientes que aguardam transplantes em todo o país e demonstra solidariedade em meio à dor da perda.
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Letícia Vieira, mãe de Benício, explicou que autorizar a doação dos órgãos prolongou o processo de liberação do corpo, mas ressaltou que a escolha foi marcada pela esperança de oferecer uma nova chance de vida. “A mamãe e o papai decidiram pela doação dos órgãos dele, um gesto de amor que poderá transformar muitas vidas”, afirmou. O casal recebeu total apoio da equipe médica e da unidade hospitalar durante o procedimento.
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O acidente ocorreu em uma rodovia de Santa Catarina, mas as circunstâncias exatas não foram divulgadas nem pela família nem pelo clube gaúcho. Benício chegou a ser atendido em um pronto-socorro da região, porém não resistiu à gravidade dos ferimentos. O velório foi realizado na quinta-feira (6) na Capela Mortuária da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, e o sepultamento aconteceu no Cemitério do Itacorubi, também na capital catarinense. Durante esse período de despedida, os pais pediram compreensão e agradeceram pelas inúmeras mensagens de apoio.
Em nota oficial, o Ypiranga-RS expressou solidariedade ao atacante Gustavo Simões, de 24 anos, e a toda a família pela perda do filho. Contratado pelo clube em 2026, o jogador disputou 17 partidas na atual temporada. O comunicado do time gaúcho destacou o exemplo de generosidade da família e a importância de discutir a doação de órgãos, principalmente em situações tão dolorosas.
No Brasil, milhares de pacientes aguardam um transplante de órgãos, e cada doação representa uma nova chance de sobrevivência. Especialistas afirmam que, mesmo em meio ao luto, famílias podem encontrar conforto ao saber que um ente querido continuará vivo através de outro. A atitude de Letícia e de seu esposo serve de inspiração e pode estimular outras pessoas a manifestarem sua vontade de doar.






