
Copom corta Selic e reforça monitoramento das expectativas de inflação (Foto: Instagram)
O Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), reforçou no comunicado da reunião de agosto, divulgado nesta quarta-feira (5), a vigilância sobre o descolamento adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos. Segundo o colegiado, essa desancoragem interfere diretamente na formação de preços e eleva o custo do processo de desinflação, exigindo atenção contínua para conter efeitos adversos.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
O Copom destacou que, “em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”. Essa avaliação sinaliza que as futuras decisões de política monetária terão como base tanto os dados recentes de preços quanto projeções e indicadores de risco.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
O documento também ressalta que o Copom segue monitorando os desdobramentos da política fiscal doméstica e seus efeitos sobre a política monetária e os ativos financeiros. Diante de um cenário de elevada incerteza, o colegiado mantém postura de cautela, avaliando eventuais impactos de mudanças no rumo das contas públicas sobre a inflação e as condições de crédito.
Adicionalmente, o comunicado menciona que os indicadores correntes de atividade econômica continuam alinhados com uma trajetória de desaceleração ao longo de 2026. Essa constatação reforça a expectativa de moderação do crescimento e serve de referência para calibrar futuras intervenções no eixo monetário.
Na reunião desta quarta-feira (5), o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, ajustando o juro básico de 14,25% para 14,00% ao ano. A decisão seguiu a projeção de 56 das 60 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, demonstrando amplo consenso sobre a necessidade de um ajuste moderado da política monetária.
O comunicado conclui que os próximos passos do Copom dependerão do comportamento dos indicadores de inflação e das condições externas, mantendo em aberto a possibilidade de novos ajustes caso as pressões de preços persistam ou ocorram mudanças significativas no cenário macroeconômico.






