Renato Aragão e esposa pedem suspensão de processo por dívida de IPTU

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A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que a disputa judicial entre Renato Aragão e o Município do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo. O humorista, sua esposa, Lilian Taranto Aragão, e a Procuradoria-Geral do Município se manifestaram nos autos na última quarta-feira (4/11) e pediram a suspensão do processo por 30 dias.

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Com o pedido, as partes querem que os prazos processuais fiquem paralisados durante esse período, sem a realização de novos atos no processo. Elas também solicitaram a prorrogação do prazo para que Renato possa impugnar, ou seja, contestar a decisão que determinou a penhora de sua mansão no Rio de Janeiro.

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Segundo a manifestação apresentada à Justiça, o pedido foi feito porque os envolvidos estão em “fase avançada” de negociação de um termo de transação individualizada. Na prática, trata-se de um acordo personalizado para regularizar a dívida de IPTU atribuída ao artista.

A solicitação de suspensão ainda será analisada pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Portanto, até o momento, não há confirmação de que o pedido tenha sido aceito.

Procurada anteriormente, a assessoria de imprensa do humorista, gerenciada pela Renato Aragão Produções Artísticas, informou que as questões jurídicas e financeiras do artista, incluindo o débito de IPTU referente ao imóvel na Zona Sudoeste do Rio, estavam sendo acompanhadas por seus advogados e que o valor seria quitado integralmente.

ENTENDA O CASO

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora de uma mansão de Renato Aragão, de 91 anos, por causa de uma dívida de IPTU que ultrapassa R$ 600 mil. A decisão foi assinada em 27 de outubro e envolve débitos referentes aos anos de 2021, 2022 e 2023, que somariam aproximadamente R$ 676 mil. O imóvel fica no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense.

Em dezembro de 2025, a Prefeitura do Rio ajuizou uma ação de execução fiscal contra o humorista para cobrar R$ 548.283,69 em débitos de IPTU relacionados à propriedade. O valor inicial correspondia às pendências registradas entre 2021 e 2023.

Em janeiro deste ano, a juíza Kátia Cristina Nascentes Torres determinou que Renato fosse citado para pagar a dívida em cinco dias. Na ocasião, foi expedida uma carta destinada ao próprio imóvel envolvido na cobrança.

Posteriormente, em abril, a Prefeitura voltou a se manifestar nos autos e pediu que o artista fosse citado pessoalmente por um oficial de Justiça, caso a tentativa por carta não tivesse sucesso. O município também solicitou que, se o oficial não conseguisse localizá-lo, fosse autorizada a citação por edital, além do arresto da mansão. A medida é uma forma de resguardar bens para garantir o pagamento de uma dívida.

A propriedade de Renato Aragão, vale lembrar, chegou a ser anunciada para venda por R$ 18 milhões.