Morar sozinho pode representar um risco maior à saúde de jovens e adultos do que de pessoas idosas. É o que aponta uma pesquisa publicada no International Journal of Epidemiology, que analisou dados de mais de 598 mil adultos nos Estados Unidos. Segundo os resultados, viver sem companhia está associado a um aumento de 22% no risco geral de morte entre pessoas de 18 a 64 anos. Já entre os participantes com 65 anos ou mais, o crescimento foi de 6%.
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O levantamento também identificou diferenças nas causas de morte. Entre os adultos mais jovens, morar sozinho esteve associado a um aumento de 58% no risco de morte por suicídio, 41% por doenças cardíacas, 34% por diabetes e 27% por câncer de cólon e lesões. Entre os idosos, as associações mais expressivas envolveram suicídio, com aumento de 103%, hipertensão, com 28%, lesões, com 16%, e doenças cardíacas, com 11%.
Os pesquisadores ressaltam, porém, que viver sozinho não é necessariamente a causa direta desses problemas. A explicação pode estar nos hábitos e nas condições de saúde de parte dessa população. Pessoas que moram sem companhia, especialmente homens de meia-idade, apresentaram maior tendência ao consumo excessivo de álcool, tabagismo, alimentação menos saudável e menor frequência em consultas médicas e exames preventivos.
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A equipe defende que políticas públicas e iniciativas de saúde ampliem o acompanhamento de quem vive sozinho, com atenção ao controle de doenças crônicas, à prevenção de acidentes e à identificação de problemas de saúde mental. A pesquisa indica que melhorar o acesso aos cuidados preventivos e incentivar hábitos mais saudáveis pode ajudar a reduzir os riscos. Os resultados, contudo, representam associações observadas em adultos americanos e não devem ser interpretados como uma previsão individual.












