Ser demitido pode representar muito mais do que perder o emprego: para seis em cada dez profissionais, o desligamento acaba abrindo caminho para uma carreira completamente diferente. Um levantamento da consultoria LHH, que acompanhou mais de 418 mil trabalhadores em diferentes países, aponta que 58,3% dos profissionais brasileiros mudam de ocupação depois de uma demissão. O índice supera a média mundial, de 57,7%, e também os números registrados nos Estados Unidos (56,9%) e no Japão (55,6%). Na Alemanha, a proporção chega a 70,9%, enquanto na Espanha alcança 68,4%.
++Ferrugem se emociona ao falar sobre caso de menino exposto por influenciadora
Entre os principais fatores por trás dessa transformação estão o avanço da inteligência artificial, a automação, a incompatibilidade entre as habilidades dos trabalhadores e as exigências das empresas, além de fusões e aquisições. Segundo o relatório, 78% das demissões analisadas globalmente foram recorrentes, indicando que os cortes deixaram de ser episódios isolados. As áreas administrativas e operacionais estão entre as mais atingidas, com impactos que também chegam a cargos de média gerência.
A mudança de profissão nem sempre significa começar do zero. Muitos trabalhadores procuram aproveitar conhecimentos adquiridos anteriormente para ingressar em outros setores. Profissionais que deixam o atendimento ao cliente, por exemplo, podem migrar para vendas, logística, gestão de operações, controle de qualidade e contabilidade. Já desenvolvedores de software podem buscar caminhos como análise de dados, análise de sistemas e consultoria de projetos. No entanto, a transição pode trazer dificuldades financeiras: quem entra em uma área nova pode enfrentar uma redução inicial no salário enquanto desenvolve as competências exigidas pela função.
++Giovani faz declaração à nova namorada: “Encontrei a dona do meu coração”
O movimento também aparece entre pessoas que desejam mudar de carreira por vontade própria, e não apenas após uma demissão. A pesquisa identificou que 53% dos profissionais manifestam interesse em assumir outra função, mas não sabem exatamente como fazer essa mudança. Para especialistas, o cenário exige que empresas valorizem cada vez mais a capacitação, o desenvolvimento de novas habilidades e a mobilidade interna, em vez de buscar apenas trabalhadores que já estejam completamente preparados para determinada vaga.











